http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2008/06/12/the-truth-about-milk.aspx?source=nl
A Verdade sobre o Leite

“Leite cru” é o leite no seu estado natural. É assim que Mark McAfee, proprietário do Laticínio Pastagens Orgânicas, explica em seu excelente artigo. Ele é produzido pela vaca sem tratamento com calor ou pasteurização e que são empregados para ampliar a vida do leite e para imobilizar certas bactérias.

Mas as pessoas devem saber que leite e bactérias podem coexistir. É normal o leite conter algumas bactérias e as sociedades humanas têm sido beneficiadas por estas bactérias por milhares de anos. Leites fermentados, por exemplo, têm valor nutritivo e digestibilidade superiores. Hoje em dia estes produtos são anunciados como contendo “probióticos” como se isto fosse alguma nova marca.

Assim, as bactérias sempre estão presentes no leite natural. De fato, bactérias:

• São as formas de vida mais antigas da terra;
• Estão em todos os lugares;
• São essenciais para a sobrevivência humana; e
• Compreende mais do que 90% das células no corpo humano.

A obsessão pública de matar bactérias desvia os esforços para melhorar a saúde pública – em razão de serem relativamente poucas as bactérias que são patogênicas. Pela constante esterilização, pasteurização e desinfecção, o equilíbrio está na verdade pendendo em favor dos patógenos.

É difícil chegar-se à verdade porque muita da pesquisa em leite é pouca tanto quanto a propaganda – auto-interesse e comercial. Mas podemos nos educar a nós mesmos e fazermos escolhas saudáveis sem a intervenção dos assim chamados “especialistas”.

Se nós assim fizermos, veremos que o leite não pasteurizado, carregado de bactérias benéficas, é a nossa melhor escolha

Fonte:

• The Rodale Institute May 15, 2008

Comentário do Dr. Mercola:

É quase um paradoxo ter que se chamar o leite de “cru”, como se tivesse alguma coisa inacabada dentro dele. Como se fosse algo ainda bruto, não lapidado, incompleto. É no pasteurizado que deveríamos estar focando a nossa atenção, como sendo aquele tipo de leite que foi alterado e que se transformou em algo não adequado para ser ingerido (nt.: ver texto abaixo do site: www.realmilk.com/rawvpasteur.html).

É também irônico que Louis Pasteur (nt.: cientista francês que viveu no século XIX), a eminência parda atrás do processo de “pasteurização”, seja reverenciado pelos cientistas como pelos fabricantes de alimentos. Como McAfee aponta a pasteurização é útil se precisamos beber leite de baixa qualidade (i.e. cheio de doenças).

Mas estamos no século 21.

E já é tempo de exigirmos leite que seja seguro e saudável como ele deve ser: diretamente da vaca.

Mesmo Louis Pasteur Admitiu que Estivesse Errado


Interessante é que Louis Pasteur não descobriu somente a pasteurização. Ele também surge com a “Teoria Germinal das Doenças” que estabelece que “uma doença específica é causada por um tipo especifico de microorganismo.”

Isto foi o que incitou aos médicos a começarem a desinfetar seus instrumentos cirúrgicos em água fervendo – evidentemente importante. E foi isto se tornou a base para a moderna medicina, incluindo a indústria farmacêutica. Sem dúvida que esta teoria tem algum mérito. Mas ela se tornou muito simplificada e superada em alguns aspectos. Mesmo hoje quando se sabe que as doenças são causadas por uma série de fatores e na só por um germe ou vírus.

O que me faz retornar ao leite.

As Agências Governamentais fazem-nos acreditar que se houver alguma bactéria em nosso leite, é isto nos fará doentes.

Bem, este é o mesmo tipo de super simplificação e de uma lógica incorreta de que foi o leite pasteurizado que permitiu a proliferação do mercado em primeiro lugar.

Na realidade, as bactérias estão no leite por uma razão, desde que venha de uma vaca saudável, qual seja: que as bactérias benéficas irão deixar as bactérias prejudiciais sob controle em nossos intestinos e irão agir do mesmo modo dentro de seu corpo.

Assim, a próxima vez que ouvirmos alguém falar sobre os méritos da pasteurização, poderemos dizer-lhe o que segue:

Em seu leito de morte, Louis Pasteur admitiu que sua teoria não estava inteiramente correta. Em vez disso, ele considerou de que o fisiologista Claude Bernard (nt.: divergia de Pasteur porque considerava que organismos já existentes no corpo provocavam a doença quando o organismo se desequilibrava) havia deduzido certo.

Bernard disse que os micróbios sim existem, mas o “terreno é tudo”.

“Terreno” refere-se ao nosso corpo, e sua teoria significa que não são os microorganismos que determinam se ficaremos ou não doentes, mas sim a saúde do corpo no qual eles existem.

Para provar sua teoria, Bernard supostamente então teria tomado um gole de um copo com água infectada com cólera para mostrar que os germes não fariam dele um doente.

Apesar disso, ainda vemos a FDA continuar afirmando coisas ridículas como esta (FDA are still spouting off ridiculous statements) “beber leite não pasteurizado é como fazer roleta russa com sua saúde”.

Já escutou a respeito da “Cura do leite”?


Existem incontáveis relatos anedóticos de vários pontos do mundo que já experimentaram os benefícios sobre a saúde por beber leite. Artrite, doença de Chron, asma, úlceras, síndrome do intestino irritável, infecções crônicas do ouvido e muitas mais parecem resolver quando o leite cru entra na questão.

Assim, muito antes do leite começar a ser chamado de “cru” ou “pasteurizado” – no tempo em que leite era somente leite – havia alguma coisa chamada a “cura do leite” e era apregoado pela Mayo Foundation, que hoje em dia é conhecida como Clínica Mayo.

Um artigo feito pelo Dr. J. R. Crewe da Mayo Foundation exatamente sobre este tópico foi publicado na Certified Milk Magazine em janeiro de 1929. Pode se ler este artigo no site: www.realmilk.com/milkcure.html.

Nele, Crewe cita William Osler, autor de um compêndio médico padrão da época, que descreve o “leite como sendo nada mais do que o sangue branco. O leite assemelha-se muito proximamente ao sangue e é um agente útil para melhorá-lo e torná-lo novo”.

O tratamento do leite foi uma combinação de rápida desintoxicação e alimentação densa de nutrientes que incluía o leite “dado a cada meia hora de intervalo … totalizando de quatro a oito litros de leite por dia”.

O tratamento foi utilizado em muitas condições crônicas, mas de acordo com o artigo “principalmente em tuberculose, doenças do sistema nervoso, condições cardiovascular e renal, hipertensão e em pacientes que estavam abaixo do peso, debilitados etc. Resultados evidentes eram vistos em doenças do coração e rins e nos casos de pressão alta do sangue”.

O quê os médicos concluem?

“Quando as pessoas doentes eram limitadas a uma dieta contendo um excesso de vitaminas e todos os elementos necessários para o crescimento e a manutenção do desenvolvimento, disponíveis no leite, rapidamente recuperavam-se sem a o uso de drogas e sem sofrer todas as complicadas armas da medicina moderna”.

Imagine isto!

Pronto para levar em conta tudo isto para você mesmo?

Muitos de vocês lendo esta informação podem ter ouvido sobre leite cru, mas estão hesitantes de se jogarem nesta alternativa. Bem, sugiro conversarem com pessoas que já estão consumindo leite cru e utilizando laticínios não pasteurizados. Asseguro que existem mais consumidores de leite cru do que se pensa.

Tenha em mente de que leite cru originário de vacas que comem pastagens é cheio de coisas que nosso corpo está carente; bactérias benéficas, gordura bruta, ácido linolêico conjugado anti-cancerígeno [cancer-fighting conjugated linoleic acid (CLA)] e muito mais. E você não tem que parar com o leite. A maioria dos fornecedores de leite cru também oferece outros maravilhosos produtos lácteos tipo queijo, creme de leite azedo, kefir, yogurte, manteiga e nata.

O sabor destes produtos lácteos é provavelmente totalmente diferente de tudo aquilo que já tenha provado – rico, cremoso, doce e incrivelmente fresco. E quando adicionar os excelentes benefícios de saúde, bem, sabe que não está, de jeito nenhum, indo errado.

Infelizmente, os laticínios crus ainda estão sendo ilegais em muitas áreas dos Estados Unidos (illegal in many parts of the United States), mas sua popularidade está crescendo e felizmente isto não demorará muito tempo.

Neste meio tempo, fontes de leite cru nos EUA podem ser localizadas no site: Campaign for Real Milk Web site.


Artigos relacionados:

Is Raw Milk Right For You?
Demand for Raw Milk Continues to Grow
http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2006/09/07/the-expert-are-wrong-about-raw-milk.aspx


http://www.realmilk.com/rawvpasteur.html

Leite Cru Vs. Leite Pasteurizado

Em Armchair Science, London (Abril 1938)


Não há substituto como alimento ao leite, limpo e cru, para as necessidades básicas das crianças. Os cientistas ainda não conseguiram prover, quando pasteurizam o leite, aquelas qualidades essenciais que são a base para a saúde de uma criança.

Infelizmente, muitas afirmativas grosseiramente distorcidas são correntes com respeito a nossos fornecedores de leite. Se nós nos deixarmos levar pelos partidários da pasteurização-de-todo-o-leite-a-qualquer-custo, acreditaremos que o leite cru é tão bom, ou melhor, tão péssimo quanto o veneno de ratos, apesar da afirmativa feita pelo Ministro da Agricultura, recentemente: “o ser humano existe há muito mais tempo do que Pasteur ouviu falar”.

O processo de pasteurização foi debatido na House of Commons e veio a sugestão de que leite cru não poderia ser vendido para consumo humano. Pode significar a instalação de equipamentos caros para cada fornecedor e se isto se tornar compulsório, sem dúvida que muitos dos pequenos produtores de leite fecharão suas portas e o negócio passará para as mãos dos grandes intermediários.

Se nós formos compelidos a beber leite pasteurizado, precisamos pelo menos entender o que significa a pasteurização. Isto acompanhará duas coisas: a destruição de certos germes transmissores de doenças e a prevenção do leite azedar. Estes resultados foram alcançados deixando o leite a uma temperatura de 52,7 a 55,5 graus C° por meia a uma hora, pelo menos, e então reduzindo a temperatura a não mais do que 12,7 graus C°.

Sem dúvida que é muito benéfica a destruição de germes perigosos, mas a pasteurização faz mais do que isto – mata tanto os benéficos como os perniciosos e ao submeter o leite a altas temperaturas, destrói também alguns de seus nutrientes.

Com relação à prevenção do leite azedar; este leite cru azedo é largamente utilizado. É dado para inválidos, sendo facilmente digerível, laxativo em suas propriedades e não é desagradável ao paladar. Mas após a pasteurização, os bacilos do ácido lático são eliminados. O leite, em conseqüência, não pode se tornar azedo e rapidamente se decompõe ao mesmo tempo em que germes indesejáveis se multiplicam rapidamente.

O grande clamor da pasteurização para sua popularidade é a crença generalizada, adotada por seus defensores, de que a tuberculose em crianças é causada pelos germes patógenos detectados no leite cru. Os cientistas examinaram milhares de amostras de leite e experimentos foram feitos em centenas de animais com relação a este problema estar ou não conectado ao leite. No entanto, um fato vital que parece ter sido completamente esquecido é que o que se quer é o leite cru LIMPO. Se isto puder ser garantido, nenhuma outra forma de alimento para crianças pode, ou deveria, ser permitido tomar seu lugar. Leite sujo, é claro, é como quaisquer outras formas de alimentos impuros – definitivamente, uma ameaça. Mas leite com certificado de qualidade, produzido sob a supervisão governamental e garantido ser absolutamente limpo, além de estar disponível praticamente em todo país (nt.: Reino Unido), é a resposta dos produtores de leite aos fanáticos da pasteurização.

Números recentes publicados com relação à disseminação da tuberculose pelo leite mostram, dentre outros fatos, que, por mais de cinco anos, 70 crianças pertencentes a uma organização especial, receberam ½ litro de leite não pasteurizado diariamente. Durante este mesmo período, quando era ministrado leite pasteurizado, 14 casos de tuberculose foram reportados.

Além de destruir parte da vitamina C contida no leite cru e fortalecer o desenvolvimento das bactérias patogênicas, a pasteurização transforma o açúcar do leite, conhecido como lactose, em beta-lactose – que é longe muito mais solúvel e por isso mais rapidamente absorvido pelo sistema com o resultado de que logo a criança torna-se faminta novamente.

Provavelmente a pior ofensa da pasteurização é que ela torna insolúvel a maior parte do cálcio contido no leite cru. Isto freqüentemente conduz a raquitismo, dentes frágeis, e problemas nos nervos, já que o conteúdo de cálcio suficiente é vital para as crianças. E também com a perda de fósforo associado com o cálcio, a formação dos ossos e do cérebro sofre sérios reveses.

A pasteurização também destrói 20% do iodo presente no leite cru, causando constipação e geralmente tira do leite suas qualidades vitais. Face a estes fatos – que são inegáveis – o que têm os partidários da pasteurização a dizer? Em vez de pressionar os fornecedores a adquirir maquinaria cara para tornar o leite cru em algo que não é definitivamente o que estão tentando estabelecer que é – um alimento nutritivo, pleno de saúde – deixem-nos permitir uma legislação que faça com que os produtores de leite produzam um leite puro, cru e limpo – ou seja, uma bebida com todos os seus constituintes inalterados.

O texto acima foi publicado no Magazine Digest – Junho de 1938 Armchair Science é um British Medical Journal


http://www.angelfire.com/folk/realmilkalliance/page2.html


“De acordo com a jornalista e nutricionista Sally Fallon, da Weston Price Foundation: A pasteurização destrói enzimas, diminui o conteúdo vitamínico, desnatura as proteínas frágeis do leite, destrói a vitamina B12 e a vitamina B6. Mata as bactérias benéficas e promove as patogênicas e está associada a alergias, aumenta a queda de dente, a cólica em nenês, gera problemas de crescimento em crianças, osteoporose, artrite, doenças do coração e câncer. Os terneiros que são alimentados com leite pasteurizado morrem quando chegam à maturidade. O leite cru azeda naturalmente, mas o pasteurizado torna-se pútrido e os processadores precisam remover saliva e pus do leite pasteurizado através do processo de centrifugação para clarificá-lo. Inspeções sanitárias dos rebanhos bovinos leiteiros com relação a doenças não é requerida para o leite pasteurizado. A prática do aquecimento para matar os germes foi instituído nos anos vinte do século XX para combater a tuberculose, a diarréia infantil, febre ondulante ou brucelose e outras doenças causadas pela pobre nutrição animal e métodos sem higiene de produção. Mas os tempos mudaram e modernos tanques de aço inoxidável, ordenhadeiras mecânicas, caminhões refrigerados e métodos de inspeção fazem da pasteurização um sistema absolutamente desnecessário para a proteção da saúde pública. Leite cru e limpo de animais sadios e certificados é vantajoso comercialmente em muitos estados (nt.: nos EUA) e podem ser comprados diretamente do fazendeiro em muitas situações. Por determinação administrativa, é proibido transportar leite cru através das divisas estaduais.




Tradução livre de Luiz Jacques Saldanha, agosto de 2008.