O Básico sobre os Polybrominated Diphenyl Ethers (PBDEs)/Éteres Difenílicos Polibromados
Adaptado do Manchester-Neesvig et al. 2001. Environmental Science and Technology 35:1072-1077
Algumas páginas sobre os PBDEs no site :
A single low dose of PBDE causes hyperactivity and reduced sperm count PBDEs shown to be developmental neurotoxicants in mice
High PBDE levels in California and Indiana Exponential PBDE increases in Arctic PBDEs found in deep ocean High PBDE levels in Lake Michigan salmon PBDE contamination in sewage sludge applied to agricultural fields PBDEs are potent thyroid disruptors
Os PBDEs são adicionados a certos materiais para diminuir a possibilidade e a intensidade do fogo numa grande variedade de produtos, incluindo veículos, mobiliário, tecidos, carpetes, materiais de construção, caixas e gabinetes de circuitos eletrônicos. Ou seja, em qualquer lugar onde resinas plásticas tenham sido utilizadas.
Algumas das resinas plásticas mais comumente adicionadas com os PBDEs são: o poliestireno de alto impacto, a espuma de poliuretano, os fios e os cabos de isolamento e conectores elétricos e eletrônicos. Os PBDEs podem constituir uma grande parte do produto final, acima dos 30%.
Os PBDEs são eficazes porque ao atingirem altas temperaturas liberam átomos de bromo que são efetivos tanto em diminuir como estancar as reações químicas básica que desencadeiam o fogo que depende do oxigênio.
Eles misturados com polímeros como as resinas plásticas são feitas. Em razão deles não se ligarem com o plástico, acabam lixiviando continuamente do produto final. E dada então a ubiqüidade do plástico no mundo moderno, não é de se surpreender que os PBDEs sejam encontrados em todos os ambientes.
Os PBDEs agora contaminam o leite humano. Pesquisa sueca revela que os níveis de contaminação no leite materno têm aumentado mais do que cinqüenta vezes no período que vai de 1972 a 1997 (Meironyté et al. 1998). PBDEs também são encontrados em tecidos gordurosos humanos e no soro sangüíneo.
Aproximadamente 50 mil toneladas métricas de PBDEs são produzidas em todo o mundo, com 40% delas na América do Norte.
Face serem os PBDEs lipofílicos (concentram-se nos lipídios, ou gorduras) e extremamente resistentes tanto a degradação física, química como biológica, tornam-se altamente persistentes e bioacumulativos. É um POP (nt.: poluentes orgânicos persistentes, antes conhecidos como os doze sujos) clássico mesmo que não esteja ainda incluído na Stockholm Convention on Persistent Organic Pollutants (nt.: Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes) .
Os PBDEs são substâncias químicas similares à dioxina e aos PCBs, mesmo que de longe menos estudadas sob a perspectiva toxicológica. O que está claro é que elas são potent thyroid disruptors (nt.: "potentes disruptores da tiróide), sete vezes mais poderosas que a tiroxina humana para se conectar com a transtiretina humana (nt.: uma proteína crucial para função normal do hormônio da tiróide).