http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2008/3/15/more-dairies-go-raw-as-cons...
Mais e mais Laticínios Retornam ao Leite Não Pasteurizado Assim que os Consumidores Aprendem Seus Benefícios

A demanda por leite cru está crescendo muito nos estados dos EUA, incluindo o estado de Massachusetts, onde o número de laticínios licenciados para venderem leite cru cresceu de 12 para 23 nos últimos dois anos.

Por enquanto, de acordo com a Northeast Organic Farming Association (nt.: Associação Nordeste de Produtores Orgânicos), os laticínios estão vendendo mais leite cru do que faziam há cinco anos atrás, e os consumidores estão em busca de informações onde podem encontrá-lo.

Enquanto a U.S. Food and Drug Administration (nt.: Administração sobre Alimentos e Fármacos dos EUA) adverte de que o leite cru pode levar doenças causadas por bactérias, seus defensores dizem que o leite cru é saudável porque contém boas bactérias, enzimas e gorduras cruas que estimulam nosso sistema imunológico e auxiliam na digestão.


Tanto os relatos científicos como os anedóticos, confirmam benefícios para a saúde. Por exemplo, um estudo de pesquisadores do Institute of Social and Preventive Medicine (nt.: Instituto de Medicina Preventiva e Social) da Universidade da Basiléia na Suíça, detectou que crianças que bebiam leite cru tinham menores riscos de asma e alergias.

O leite cru pode ser vendido para consumo humano em 28 estados dos EUA, mais somente oito estados permitem que seja negociado em lojas. Como resultado, muitas pessoas passaram a se juntar e constituírem clubes de compra para adquirirem o leite não pasteurizado diretamente dos laticínios.

Sources: The Boston Globe February 23, 2008

Comentário do Dr. Mercola:

Realmente não há nenhum tipo de comparação, em termos de sabor e nutrição, entre um copo de leite cru e um de leite pasteurizado. O cru sempre vencerá a versão pasteurizada.

Por que então o USFDA continua a advertir os norte-americanos que beber leite cru é como “jogar roleta russa com sua saúde?”

Bem, eu estou presumindo que eles se referem ao leite que esteja vindo de fora da maioria dos laticínios comerciais (prioritários na recomendação para que compremos o nosso leite). Para conhecimento, aqui está uma breve descrição da Sociedade Humana dos EUA sobre o que estes laticínios realmente são: “Nos laticínios que se transformaram em indústrias do leite, as vacas estão normalmente presas em estábulos fechados e cobertos, ou em mangueirões. Estes mangueirões são piquetes cercados em que o animal fica exposto ao tempo, totalmente pelados, sem vegetação. Vacas que se criam nestes piquetes usualmente não têm proteção do tempo inclemente nem lhes são fornecidos espaços limpos para descanso.

Estes piquetes podem ter centenas de vacas ao mesmo tempo. E em razão destes lotes serem somente limpos uma vez – no máximo duas vezes – ao ano, os resíduos ficam se acumulando indefinidamente. Estas condições não são só estressantes para os animais como também facilitam a dispersão de doenças.”

Agora, se nós estamos ingerindo leite DESTAS vacas antes de ser pasteurizado, bem, então o USFDA tem razão ao compará-lo em sua ingestão com uma “roleta russa”.

Claro, isto não é o que eu, ou qualquer outro defensor do leite cru, estamos sugerindo quando recomendamos o uso do leite integral e não pasteurizado. O leite que será consumido estará tão saudável quanto for a vaca que o produzir. Assim, o leite a ser adquirido deverá vir de num criatório limpo, bem conduzido, com práticas de higiene que dê acesso a seus animais a boas pastagens. Serão raras as ocasiões em que leite vindo de uma vaca saudável como esta, possa nos fazer doentes.

Bem ao contrário, o leite de vacas nutridas com pastagens nativas é completo de conteúdos que são importantes para o nosso organismo: boas bactérias, lipídeos digeríveis, o ácido linoléico conjugado que combate o câncer [cancer-fighting conjugated linoleic acid (CLA)] e muito mais. Não é nada incomum as pessoas que ingerem leite não pasteurizado relatem muitas situações de disfunção da saúde de alergias a problemas digestivos e de pele como ezemas – desaparecerem.

É o Leite Cru uma Varinha de Condão para a Saúde?

É claro que não. Na verdade, nada é.

Apesar disso, muita gente se sente REGOJIZADA com os laticínios não pasteurizados. Este tipo de resultado positivo não está sendo observado em leite pasteurizado (pasteurized milk). O que está se percebendo, entretanto, é um incontável número de pessoas que experimentam todos os tipos de problemas de saúde, de distúrbios digestivos a provavelmente autismo e diabetes (autism and diabetes), pela ingestão de leite que é aquecido a um ponto onde quase todas as suas propriedades benéficas são destruídas ou, pior, transformam- se em prejudiciais.

Isto é porque o leite mesmo sendo orgânico (organic milk), e oriundo de vacas relativamente sadias, mas que continue sendo pasteurizado, AINDA não é uma escolha completamente saudável.

Assim como com todos os alimentos, quanto mais próximos estiverem quando consumirmos de seu estado natural, muito melhor. E isto também é verdade quanto ao leite.

A Procura pelo Leite Não Pasteurizado?

Como a demanda pelo leite cru continua crescendo, está se tornando, felizmente, cada vez mais fácil consegui-lo. Para o presente momento podemos acessar a Campaign for Real Milk Web site. Também podemos olhar estes links para sabermos sobre o que está acontecendo com este tipo de alternativa (legal status of raw milk in the U.S. state) ou o que está acontecendo no país (country) onde mora.

Artigos relacionados:

The ''Experts'' Are Wrong About Raw Milk
FDA Continues to Harass Raw Milk Providers
Dairies Unite to Set Safety Standards for Raw-Milk Cheese


Tradução livre de Luiz Jacques Saldanha, agosto de 2008.