http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2008/06/19/why-brain-surgeons-are-avoiding-cell-phones.aspx?source=nl
Por Que os Neurocirurgiões Estão Evitando os Telefones Celulares

Na última semana (nt.: início de junho de 2008), três proeminentes neurocirurgiões disseram a Larry King da CNN que eles não levam celulares próximos a seus ouvidos. Os Drs. Keith Black, Vini Khurana e o corresponde chefe da área médica da CNN, Sanjay Gupta, afirmam que esta prática pode ser insegura.

Junto com o recente diagnóstico do Senador Edward M. Kennedy de um glioma, um tipo de tumor que certos críticos logo associaram com o uso do telefone celular, a observação dos médicos auxiliou a reascender o debate sobre celulares e câncer.

De acordo com a Food and Drug Administration/FDA (nt.: Administração sobre Fármacos e Alimentos), três grandes estudos epidemiológicos desde 2000 mostraram não haver efeitos danosos. Entretanto, o período médio no uso destes telefones foi em torno de três anos o que mostra não ter informações sobre exposições de longo prazo que podem levar ao câncer.

“O que nós estamos vendo são sugestões em estudos epidemiológicos que observam pessoas que estejam utilizando os celulares por 10 anos ou mais,” diz Louis Slesin, editor do periódico Microwave News, uma publicação da indústria que segue a pesquisa.

Fonte:
New York Times June 3, 2008

O comentário do Dr. Mercola:

Penso que este artigo do New York Times é um sinal de esperança. Aqueles que são do meio das profissões médicas, depois de toneladas de evidências que tornam isto irrefutável, estão finalmente tornando-se conscientes do verdadeiro perigo dos telefones celulares.

Frequentemente este é o primeiro passo para que tal conhecimento torne-se comum para a população em geral.

E a verdade é que nós estamos no limiar de uma epidemia de cânceres cerebrais (brain cancer). Pode crescer a 500.000 casos ainda até 2010, e poderão ser mais de um milhão só nos EUA lá por 2015.

Mesmo que se trabalhe para evitar o câncer cerebral, existem as variáveis de riscos, de dores de cabeça e tonturas a doença de Alzheimer e impotência (Alzheimer’s disease, impotence).

Ainda levará tempo para que isto se torne uma informação globalizada, é claro. Primeiro, ela deve deixar claras todas as dificuldades colocadas pelas máquinas publicitárias das corporações. Assim como aconteceu por décadas com o cigarro, elas irão tentar esconder a verdade. Existem companhias que estão fazendo montanhas de dinheiro com os telefones celulares e elas farão de tudo que tiverem de melhor para espalharem as desinformações, as empulhações e as mentiras bem montadas.

Acrescente de que as agências governamentais que estão ai, teoricamente, para nos proteger, entraram em algumas “parcerias” rentáveis com os grandes empreendedores que supostamente tinham que regular. Isto significa estar acontecendo muito pouca regulamentação real.

É muito simples: é o dinheiro que fala.

Só em 2007, a indústria midiática gastou em torno de 250 milhões de dólares em lobbying político. No final da década passada, eles gastaram a grande soma de quase 2,4 bilhões de dólares. Claro, que é somente uma gota no oceano se comparada com seus lucros.

Num simples ano como o de 2007, as maiores companhias de telecomunicações tiveram rendimentos combinados de mais de 869 bilhões de dólares.

A FDA é Comprada e Paga Para


Nos Estados Unidos existem não menos do que três agências reguladoras que têm indiscutivelmente jurisdição sobre os telefones celulares. O primeiro é o FDA que é responsável por lei para regulamentar qualquer aparelho que emita radiação. Mas no final na última década, uma série de mudanças na política governamental teve em sua maior parte a função de impedir que a FDA seja a organização cão de guarda como havia sido designada de ser. Nestes tempos, ela existe mais para dar o de acordo às determinações governamentais quanto aos produtos industriais.

Começando de que na metade dos anos oitenta, várias indústrias fizeram lobby sobre o Congresso para que pressionasse a FDA no sentido de acelerar a aprovação de novas drogas e produtos. O Congresso foi relutante em despejar dinheiro na organização, e em vez disso vieram com um novo plano: a criação de uma “parceria” entre a FDA e as indústrias sobre as quais estava designada regular.

Agora a FDA coleciona a situação de “usuário de taxas” das companhias que têm aumentado a conta com uma bolada no orçamento total da Agência. Em outras palavras, a FDA recebe agora o patrocínio corporativo de muitas indústrias que ela teria como alvo regular. Transforma-se de cão de guarda sobre as corporações em seu freguês. Assim, ela tem feito muito pouco em regulamentação e sim procurado deixar seus “parceiros” felizes.

A EPA é Menos Poderosa Agora


A EPA tem a responsabilidade por quaisquer construções ou fábricas que emitam radiações no ambiente, tais como as torres de telefone celular. No início dos anos oitenta, havia o plano de iniciar a regulamentação delas.

Mas as imensas indústrias de telecomunicação usaram seus recursos de lobby para colocar sua provisão de auto-interesse inserida na Lei de Telecomunicações de 1996. Desde então as estações base de celulares são definidas um “equipamento” emitindo radiações em vez de ser uma construção civil. Assim, ao ser definidas como equipamentos, a EPA perdeu sua autoridade para regulá-las.

A Comissão Federal de Comunicações é Comprada e Paga Para, MAS Não Tem Poder!


Outro resultado da Lei de 96 foi colocar quase todo o poder de regulamentação sobre os celulares nas mãos da Federal Communications Commission/FCC (nt.: Comissão Federal de Comunicações). Mas à FCC está somente atribuída a função de inspecionar o uso justo e correto do spectrum eletromagnético. Ela não é uma agência reguladora com poderes para tratar sobre saúde, ambiente ou segurança do consumidor. Não dispõe de autoridade reguladora para nos proteger.

Mesmo que ela pudesse, ela provavelmente não quer. Como a FDA, ela fez um grande trato financeiro por fora com seus “parceiros” corporativos. O spectrum eletromagnético, supostamente “público”, é leiloado entre as companhias pela FCC.

E mais, depois da bancarrota dos empreendimentos que se chamou ponto.com do final dos anos noventa, muitas companhias de tecnologia que compraram os comprimentos de onda, encontraram, elas mesmas, um meio para ter dinheiro. Elas ficaram devendo dinheiro à FCC e não demorou muito não tinham mais jeito de pagá-la. Assim a FCC quebra o acordo: ela pega uma pequena parte do dinheiro devido como uma diminuição do débito e então concorda coletar o resto como as companhias de celulares ganham dinheiro dos consumidores.

Essencialmente, a FCC é a detentora da hipoteca da indústria de telefone móvel.

A FCC na verdade está apostando todo o seu interesse no rápido desenvolvimento tecnológico e no crescimento da indústria, então poderá coletar o resto de seu dinheiro. Não fará nenhum esforço para bloquear nada do que a indústria quiser.

Este o clássico caso da raposa cuidando o galinheiro.

Isto Precisa e Será Mudado


Assim, apesar dos obstáculos, a verdade está surgindo e este artigo do New York Times é a evidência disso. Quanto mais médicos vierem a público falar desta forma, mais a população será convencida. Quem está lendo este material poderá ajudar convencendo seus familiares, seus amigos e seus colegas.

Neste meio tempo, tome decisões que o protejam. Livrar-se de seu celular de uma maneira geral é o que pode ajudar. Mas mesmo que não queira dar este passo, poderá mesmo assim minimizar a exposição e reduzir seus riscos e daqueles que ama.

Reduza o uso do celular, deixe-o pelo menos uns 15 centímetros longe de seu corpo e desligue-o completamente quando não estiver usando. Enquanto ele estiver ligado estará emitindo radiação intermitentemente, mesmo se não estiver fazendo uma chamada.

Salvo sob ameaça emergencial, as crianças não devem usar celulares ou quaisquer que forem os equipamentos “wireless”. Elas são muito mais vulneráveis às radiações que emitem, em razão de terem seu esqueleto mais frágil.

Usemos o celular somente quando a recepção for boa. Quando a recepção for ruim, mais poder o celular deverá empregar para transmitir e as ondas perigosas penetram mais profundamente em nossos corpos.

Considerar o uso de fones com capacidade de alta proteção em relação à fiação. Entretanto, estejamos conscientes de que se a fiação não for protetora – e a maioria não é – os fios se transformarão em antenas atraindo as ondas de rádio do ambiente e transmitindo radiação diretamente para nosso cérebro. Tenhamos segurança de que a fiação usada para transmitir o sinal para nosso ouvido seja protegida.

O melhor tipo de fone para se utilizar é uma combinação de alta proteção e de “air-tube”. Opera como um estetoscópio, transmitindo a informação para nossa cabeça como uma onda sonora real. Apesar de existirem fiações que ainda precisam ser protegidas, não existem fiações que vão todo o tempo até a nossa cabeça.

Meu Novo Livro Está no Prelo


Recentemente finalizei meu ultimo livro, Wireless Deception, com o Dr. George Carlo. Só precisa dos ajustes finais. Assim, o resto desta história está ali impresso.


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Tradução livre de Luiz Jacques Saldanha, agosto de 2008.