http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2009/10/29/10-Ways-to-Address-Your-Root-Causes-of-Infertility--Naturally.aspx

10 Maneiras de Conectar as Raízes de Infertilidade -- Naturalmente


By Iva Keene



A infertilidade é uma alarmante epidemia moderna que está afetando mais casais do que nunca. Hoje em dia, um casal em cada seis tem experimentado dificuldades de conceber. Aquilo que era conhecido como se fosse um problema da mulher é agora ampliado igualmente para os homens.

10 Estratégias que se Pode Imediatamente Implementar para Tratar a Infertilidade e Aumentar a Fertilidade Naturalmente


O acesso natural para tratar infertilidade resolve as causas raiz da infertilidade, ao se dirigir a todos os sistemas do organismo e não focar somente no sistema reprodutivo.

Muitos casais que não têm podido conceber sofrem de uma combinação de condições sub-clínicas. Estas condições podem não causar infertilidade por si mesmas, mas, em combinação, podem reduzir substancialmente a probabilidade do casal conceber.

Por exemplo: a intolerância ao glúten sozinho pode não causar infertilidade, no entanto, a inflamação resultante no intestino pode minimizar a absorção de nutrientes, levando a deficiência dos nutrientes que se necessita para a ótima produção de espermatozóides, de óvulos e de hormônios e uma gravidez saudável. Exposição a metais pesados, radiação e químicos tóxicos em alguns alimentos, fármacos, medicamentos e outros produtos podem danificar o DNA. Recente pesquisa nutrigenômica (um estudo dos efeitos dos nutrientes sobre a expressão dos genes) sugere que o que comemos podem influenciar tanto a expressão como a estrutura de nossos genes.

1. Minimizar a exposição a químicos tóxicos


A exposição a tóxicos ambientais (na forma de químicos industriais), tanto na fase uterina como ao neonatal, irá afetar dramaticamente a fertilidade na fase adulta. A maioria dos produtos químicos usados na vida cotidiana não passa pelos mesmos tipos de avaliação que são feitas com os medicamentos. Conseqüentemente, químicos venenosos terminam circulando nos ambientes, nos suplementos alimentares, na atmosfera e mesmo pelos mananciais hídricos.

A evidência mais impressionando da interferência adversa da poluição de metais pesados e ambiental em relação à saúde da função reprodutiva de mulheres foi constatada pela presença do chumbo. Outros compostos que podem alterar a função hormonal e resultar em efeitos adversos na reprodução, se incluem:

• Ovotóxicos: podem gerar disfunções e mesmo parar a ovulação.
• Disruptores Endócrinos: podem interferir com a função hormonal e causar endometriose além da síndrome do ovário policístico.
• Ftalatos: presente em embalagens plástica de alimentos, filmes plásticos para alimentos, sacolas de sangue e de soro, suplementos médicos, forro, piso e embalagens de PVC com níveis altos, foram associados com abortos e toxicidade testicular. Em baixos níveis, eles geram disfunção no equilíbrio hormonal.
• As substâncias químicas com VCH (4-vinil ciclohexano): usados em borracha de pneus, plásticos e agrotóxicos.
• Hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (nt.: em inglês: polycyclic aromatic hydrocarbon/PAH): liberados dos cigarros, escapamento dos carros e do asfalto das rodovias.

Os homens não são poupados!


Os espermatozóides parecessem ser mais sensíveis a metais pesados e poluentes industriais do que os óvulos. Muitas anormalidades dos espermatozóides podem estar conectadas a estes tóxicos. A maioria destes químicos pode ser encontrada na atmosfera, nos solos, terrenos, pisos etc nas cidades como nos mananciais hídricos.

Eles também foram nominados de “reprotóxicos” face seus efeitos negativos tanto no desenvolvimento como na maturação dos espermatozóides. Os estudos confirmam que a contagem dos espermatozóides estão em declínio (nt.: ver http://www.nossofuturoroubado.com.br/arquivos/videos/videos_doc.html#agressao o documentário Agressão ao homem) e que fatores ambientais como os agrotóxicos e estrogênios exógenos (xenoestrogênios) além dos metais pesados podem impactar negativamente a espermatogênese (formação de genes).

As 6 substâncias tóxicas ambientais a serem evitadas:


1. Agrotóxicos: encontrado em frutas e vegetais produzidos não organicamente, em carnes, laticínios e água encanada não filtrada.
2. Formaldeído: detectado em purificadores de ar, desodorantes, polimento de pisos, clareadores de estofados.
3. Bisfenóis: detectado em vasilhas plásticas e pode lixiviar para comida e água.
4. Solventes orgânicos: líquidos originários do petróleo detectados em produtos domésticos, eletrônicos, de reparo de automóveis, produtos de beleza, fotográficos, agricultura, produtos para tintas, construção e cosméticos e ainda muitos outros.
5. Produtos para lavagem a seco.
6. Fumaças de corantes.


Exposições ocasionais a um ou outro químico tóxico não são preocupantes. O que realmente preocupa é a acumulação deles por um longo período.

2. Não beber água não filtrada


Nossos mananciais hídricos estão sendo constantemente poluídos pelos resíduos e lixos industriais além de seus subprodutos, também por fármacos e medicamentos, agrotóxicos de todos os tipos como os herbicidas e ainda produtos de limpeza comercial.

Existem várias companhias poluindo as águas sem levarem em consideração o país que todos vivemos. Como não existem leis ambientais para isso ou há buracos nestas leis e mesmo inexiste lei que impeça a liberação de químicos poluentes na água.

Metais pesados são os mais comuns dos reprotóxicos que chegam às nossas provisões de água através do lixo industrial, resíduos da exaustão dos combustíveis dos aviões e uma variedade de outras fontes.

Medicamentos farmacêuticos são comumente detectados na água encanada. 74% da população dos EUA usa fármacos receitados. Em razão destes medicamentos não se metabolizarem completamente, pequenas quantidades são excretadas via fezes e urina, levados pelas descargas dos vasos sanitários.

A água servida dos banheiros é muitas vezes tratada e filtrada antes de ser descarregada nos lagos e rios para após reentrar nas estações de distribuição d’água. O problema é que, muitos dos medicamentos, não são retidos via os processos regulares de filtragem. Quantidades diminutas de drogas quimioterápicas, de pílulas anticoncepcionais, antidepressivos, anxiolíticos, esteróides anabolizantes, TRH (hormônios de reposição hormonal), drogas cardíacas etc, podem ser detectadas na água encanada.

Emprego de sistema dual de filtragem


Adquirir um sistema dual de filtragem de água que filtre partículas menores do que um mícron (reterá tanto medicamentos como também metais pesados). Use o filtro tanto no chuveiro como na cozinha. A corrente do chuveiro contem os mesmos químicos que se poderá ao final inalar e mesmo absorver pela pele.

3. Ter como alvo uma dieta que otimize a fertilidade


No primeiro trimestre de gravidez o embrião crescerá 20 milhões vezes. Nas 8 primeiras semanas os órgãos do bebê, as mãos, os dedos, as pernas, os pés, cabeça, olhos, nariz, orelhas etc estarão sendo construídos. Para assegurar e possibilitar que as melhores fundações que sejam preparadas durante esta fase, precisa-se ter segurança de que haja suficientes blocos de construção na forma de nutrientes certos e combinações adequadas.

O que uma dieta da fertilidade contém?



Uma ótima dieta da fertilidade relaciona-se ao que deve ser evitado e o que deve ser incluído. Este tipo de dieta deve ser tão fresca quanto possível além de orgânica sempre que der. Os elementos chave são: fontes protéicas de boa qualidade (preferir proteínas de fontes vegetais) e boas gorduras.

O que deve ser comido?



• Carne orgânica em pequenas quantidades, de caça, de pequenos peixes marinhos de profundidade como sardinhas e pargo ou vermelho, além de legumes de horta cozidos (não enlatados).
• Grãos integrais, nozes, sementes, frutas e vegetais da estação, orgânicos sempre que possível.
• Aumentar o consumo de boas gorduras e evitar as perigosas. As boas gorduras incluem as monoinsaturadas no óleo de oliva, as poliinsaturadas em peixes oleosos (nt.: o peixe oleoso mais conhecido é o salmão), nozes e meia cadeia de ácidos graxos da gordura de coco.
• Para cozinhar use manteiga clarificada (ghee) ou manteiga de coco (sem sabor) já que não se tornam instáveis quando aquecidas.
• Para uma necessidade de óleo não aquecido (saladas etc) use óleo de oliva prensado a frio, óleo de linhaça ou óleo de castanhas.

4. Evitar gorduras perigosas


Será que todos sabem que – consumindo gordura trans escondida nos alimentos tais como: sonhos, biscoitos, balas, docinhos, guloseimas, chocolates, salgadinhos, tortas, frituras, produtos “para levar” (nt.: em inglês a expressão é: take aways) e milhares de outras comidas – podem aumentar o risco de infertilidade em mais do que 70 por cento?

Cientistas da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Harvard têm advertido mulheres que querem engravidar para evitarem todas as gorduras trans. O único propósito de adicionar gordura trans aos alimentos é estender sua vida útil nas prateleiras. Para minimizar seu consumo de gorduras trans é ser diligente a respeito de ler os ingredientes e evitar a maioria destes possíveis culpados, todos juntos. As gorduras trans são na maioria das vezes listadas como ‘gordura hidrogenada’ ou ‘gordura vegetal solidificada’ ou simplesmente ‘gordura vegetal’.

5. Minimizar estrogênios derivados de animais


Laticínios contam com uma média de 60-70 por cento do estrogênio consumido. O consumo humano de leite de vacas na segunda metade da gestação é quando os níveis de estrogênio das vacas estão mais altos. Associamos normalmente o consumo de leite e derivados com o cálcio e nunca pensamos sobre o que também podemos estar consumindo junto com o cálcio (e laticínios, por falar nisso, não é a melhor fonte de cálcio). Aqui vai a lista dos hormônios que devem ser encontrados no leite de vaca:

• Prolactina;
• Somatostatina;
• Melatonina;
• Oxitocina;
• Hormônio de crescimento;
• Hormônio Liberador Luteinizante;
• Hormônio Estimulante da Tiróide;
• Estrogênios;
• Progesterona;
• Insulina;
• Corticosteróides e muitos outros mais.


Será que o consumo excessivo de todos estes hormônios pode gerar uma disfunção no próprio equilíbrio hormonal de quem consome? Pode apostar!

O consumo de leite tem sido conectado a certos casos de infertilidade masculina. Exposição a estrogênio e a agrotóxicos tem sido ligada à síndrome do ovário policístico/SOPC (nt.: sigla em inglês PCOS – polycystic ovary syndrome) e endometriose. Pesquisas têm detectado altas concentrações de agrotóxicos no queijo tanto quanto em frutas e vegetais cultivados não organicamente. Como primeira linha do tratamento naturopático, eu recomendo tanto para a SOPC e a endometriose é minimizar a ingestão de produtos animal. Estes produtos têm um alto conteúdo de hormônios, agrotóxicos e herbicidas que são reconhecidos como disruptores endócrinos. Atuam destruindo os hormônios e esta situação pode levar à anovulação.

6. Evitar os dois alergênicos mais comuns


A conexão entre as intolerâncias alimentares e os antibióticos antiespermatozóides está agora bem estabelecida. Pesquisas têm detectado que mulheres com alergias múltiplas e intolerâncias alimentares estão mais possivelmente ligadas ao aborto. Um sistema imunológico superativo está mais ligado possivelmente ao ataque de suas próprias células. Sob o ponto de vista imunológico, um embrião e a célula espermática são corpos estranhos. Mas a Mãe Natureza foi sábia; programou seus sistemas imunológicos para distinguir entre um invasor de cada dia e a célula espermática e o embrião.

Uma resposta imunológica normal e saudável tanto para o embrião ou a célula espermática é orquestrada pela citocina Th2. Elas suprimem as células killer (assim é que elas são chamadas) para deixar o embrião não danificado. Porque desta proteção muitas mulheres grávidas são pobres curadores de lesões e podem ficar realmente péssimas com um resfriado ou uma gripe. Sua proteção natural foi tão suprimida no sentido do bebê poder se desenvolver propriamente.

Uma resposta imunológica anormal a uma implantação de um óvulo fertilizado é orquestrada pela citocina Th1. Em vez de suprimir suas células killer, estimulam sua atividade. Isso pode levar a defeitos e a perda do feto.

As duas intolerâncias alimentares mais amplamente distribuídas são o glúten e os laticínios. Eu recomendo a todos os meus pacientes terem um teste imunoglobulina IgG dado para checar se tem-se intolerância a laticínios e glúten. Mas visto que a maioria das pessoas tem algum nível de alergia ao glúten e/ou laticínios, é prudente evitar completamente tanto glúten como laticínios durante a pré-concepção e o período de gravidez.

7. Ter um exame de DST (nt.: doenças sexualmente transmissíveis)


Muitas pessoas acreditam que os parceiros normalmente são livres de doenças sexualmente transmissíveis. No entanto, têm algumas DSTs que podem ser assintomáticas, significando que se pode não ter consciência sobre elas assim como não apresentem sintomas óbvios.

Uma destas DST é a infecção por Clamídia. Em homens, esta infecção pode levar a anormalidades nos espermatozóides incluindo anticorpos espermáticos. Em mulheres, pode levar a cicatrização, bloqueamento das trompas e aborto.

Uma pesquisa detectou 60% de parceiros masculinos assintomáticos de mulheres infectadas, atendidos em clínica de fertilidade foram detectados infectados com Clamídia. A maioria das DSTs são fáceis de serem tratadas, assim ambos os parceiros têm cobertura para terem uma avaliação sobre estas doenças sexualmente transmissíveis.

Não há condições de um só parceiro ir fazer o teste já que o outro parceiro que não foi, pode re-infestar o casal.

8. Permita-se o cuidado 120 dias antes de tentar conceber


Há uma confusão comum de que tanto o óvulo como os espermatozóides não podem ser melhorados. De fato, é possível melhorar a qualidade tanto do óvulo como do espermatozóide, no entanto este processo toma 120 dias. Isto é porque o óvulo precisa de aproximadamente 120 dias para maturar e o espermatozóide se desenvolver. Durante a geração e o desenvolvimento das células sexuais (gametas) – espermatozóides e óvulo – que formam um embrião, tudo o que o casal ingerir, inalar ou for exposto poderá influenciar na saúde dos óvulos e espermatozóide para melhor ou pior e a qualidade última dos constituintes genéticos de formação passa-se até o bebê em formação.

Vem daí porque é crucial seguir um bom plano de pré-concepção para um mínimo de quatro meses antes da concepção. Um bebê é um produto 50% de cada um de seus pais – então a otimização da qualidade dos óvulos e espermatozóides é de importância capital.

Desordens dos espermatozóides contribuem com 40% dos casos de infertilidade. Uma mulher que vem sendo recorrente em abortos, muitas vezes tem parceiros com contagem lenta de espermatozóides bem como são visualmente anormais. Assim ambos os parceiros devem estar em processos de desintoxicação, seguir a dieta da fertilidade, ingerir suplementos pré-conceptivos e evitar toxinas que possam afetar a reprodução apresentadas neste artigo por no mínimo 4 meses antes da concepção.

9. Evitar café, fumar e bebidas alcoólicas


Muitos podem não querer saber sobre isto, mas beber café (drinking coffee) diminui a fertilidade. Um amplo estudo feito em Connecticut detectou que mesmo só uma xícara de café por dia aumenta o risco de não concepção em 55%. E se for ingerida de 2 a 3 xícaras por dia o risco aumenta até 100% e continua a aumentar com uma xícara adicional a 176%. Será que alguém sabe que mulheres que ingerem café antes e durante a gravidez têm duplo risco de aborto?

O álcool é tão nefasto para os óvulos femininos como para os espermatozóides masculinos a tal ponto que somente um copo já reduz a fertilidade em 50%! Pode também, mais tarde, levar a danos ao próprio desenvolvimento do embrião e mesmo resultar em aborto. E embora isto seja conhecido há longo prazo que beber enquanto grávida seja inaceitável, beber antes tem sido amplamente ignorado.

Mas isto não para com o café e o álcool. Fumar e ingerir drogas recreacionais pode também reduzir os objetivos para conceber. Uma pesquisa testou os efeitos do tabagismo na qualidade do sêmen em homens e detectou que a mobilidade dos espermatozóides (habilidade de propulsão para frente) decresce em fumantes eventuais enquanto em fumantes inveterados há a produção de formas anormais deles. Cientistas descobriram que abandonar o fumo pode aumentar a contagem de espermatozóides em homens. Aqueles que deixaram o cigarro por 5 meses houve o aumento de 50% e por 15 meses foi a 800%.

10. Ingerir suplementos tanto para pré-concepção como para gravidez de boa qualidade


Embora haja a ingestão de produtos orgânicos e uma dieta saudável, provavelmente não se está obtendo todos os nutrientes que o organismo necessita para uma ótima fertilidade, oriundos desta dieta. É daí que vem a importância do emprego destes suplementos.

Ficar grávida e desenvolver um novo ser humano através das próprias reservas da gestante requer um excedente de nutrientes e energia. Em termos dos recursos do organismo da grávida, a concepção é um luxo, uma exorbitância de energia e nutrientes. Alguns nutrientes chave para a fertilidade são:

• Zinco;
• Selênio;
• Magnésio;
• Cálcio;
• Vitamina B12;
• Vitamina B6;
• Ácido Fólico;
• Vitamina C; e
• Ácido graxo Omega-3.


Para informação detalhada no tratamento natural da fertilidade inclusive com informações específicas sobre todos os nutrientes da fertilidade, suas dosagens corretas, além de dietas, bem como o que deve ser evitado além da influência do estresse e do sono na fertilidade, favor recorrer ao meu programa de fertilidade The Natural Fertility Prescription, que aprofundará em mais detalhamento este tópico.

IVF (In vitro fertilisation) = Fertilização “in vitro” Não Está Endereçada como Causa Raiz de Infertilidade


Quando se olha de forma mais aproximada a FIV (ou “bebê de proveta”) constata-se ser muito pouco segura e efetiva do que muitas vezes somos levados a acreditar. Além de ser um procedimento invasivo e proibitivamente caro para muitos, os tratamentos ligados a ele carregam um risco de saúde substancial tanto para a mãe como para o bebê.

A fertilização in vitro convencional e outras tecnologias de reprodução assistida – TRA – não estão endereçadas às causas raiz de infertilidade. Estas incluem: deficiência nutricional, exposição a toxinas, estresse, intolerância alimentar, alergias e deficiência imunológicas. Estes fatores sutis, mas críticos, interagem sinergeticamente para impactar tanto os óvulos como os espermatozóides, afetando suas habilidades para concepção e a saúde do embrião.

Contando o Custo Financeiro da FIV


Relatos recentes da mídia de avós financiando os tratamento de fertilização “in vitro” de seus filhos, na esperança de que o neto ilustre o esforço financeiro que este tratamento pode ser colocado aos casais. Enquanto celebridades e casais poderosos podem investir nesta solução, muitos se empenham com os custos dos tratamentos avaliados em milhares de dólares (é típico ser de $ 5 a 150 mil por um bebê vivo).

Mesmo os casais que podem investir em FIV estão começando a examinar com mais cuidado as complicações potenciais de saúde para a mãe e o bebê e estão se voltando para opções de tratamento complementares e alternativos.

É Segura a FIV?


Muitas pessoas pensam que a FIV é relativamente segura – mas isto é real? Pesquisas múltiplas vêm reportando um alto risco de deformidade de nascimento incluindo desordens cerebrais, retardo no desenvolvimento e malformações genitais.

O Dr. Alastair Sutcliffe do Instituto da Saúde da Criança da University College London e o Dr. Michael Ludwig do Centro de Medicina Reprodutiva e Endocrinologia Ginecológica em Hamburgo vêm aconselhando que crianças FIV sejam bem monitoradas até à adultez já que não há dados de longo prazo sobre suas saúdes como adultos.

Além disto, cientistas têm advertido mães que se submeteram a tratamentos de FIV sobre o aumento dos riscos sobre a saúde dos órgãos reprodutivos incluindo câncer em idade mais avançada.

FIV como uma Opção Final Depois de Cuidados Pré-conceptivos


A FIV pode ser a última opção depois de todas as possibilidades de todos os tratamentos naturais terem sido tentados. Nunca deve ser a primeira das opções. A índice de sucesso da FIV é (em média) 25% por cada atendimento.

Pesquisas mostram que, ao se seguir um programa natural de pré-concepção anterior à FIV, o índice de sucesso é aumentado em 47,1% por cada atendimento. Sempre aconselho aos casais para tentarem um programa de pré-concepção como um primeiro passo e reservar a FIV como opção final.

A maioria das infertilidades pode ser tratada sem a FIV. No entanto, se a FIV for necessária o índice de sucesso de cada atendimento é em torno de dobro ao se combinar com o programa natural de pré-concepção.

Sumário


A IV nunca deve ser a primeira opção para tratar a infertilidade. Tratamentos naturais para infertilidade são geralmente mais efetivos, muito mais baratos, seguros e pouco invasivos.

Acrescente-se que, quando comparados à FIV, os tratamentos naturais para infertilidade invariavelmente oferecem melhores resultados em termos de saúde a longo prazo tanto para a mãe como para o bebê. Infertilidade – para a maioria dos casais – não é uma doença incurável.

A descrição mais apropriada poderia ser: uma condição temporária causada por deficiências nutricionais e excesso de acumulação tóxica. O nível de fertilidade e a qualidade dos óvulos e espermatozóides são determinados por muitos fatores, pequenos, mas cruciais.

Quando combinados estes fatores somam-se para determinar a diferença entre fertilidade e infertilidade.

Gravidez – a criação de um novo ser humano – requer um ambiente interno e externo livre de toxinas, enorme blocos excessivos de construção na forma de nutrientes e boas reservas de energia. Acrescente-se a isto, bactérias e vírus específicos podem interferir com o crescimento do embrião, resultando em aborto ou malformação de nascimento.

Toxinas do ambiente, fármacos e muitos produtos de limpeza comercial e de cuidado pessoal podem causar desequilíbrios e disfunções no balanço hormonal, podendo levar à infertilidade. Para tal necessita-se estar consciente destes fatores antes de embarcar nesta extraordinária jornada.

Precisamos estar preparados para a gravidez da mesma forma como se fosse para uma importante viagem. Boa preparação não minimizará as chances de complicações e dores de cabeça durante a caminhada, mas também assegurará um bebê o mais saudável possível.

Depois de tudo, o maior presente que pode se ter para si e para o seu parceiro é uma criança robusta e sadia. Mesmo se a única opção for a FIV – ela nunca deve ser a primeira – isto favorecerá para otimizar a qualidade dos óvulos e espermatozóides com um bom programa de pré-concepção antes de se submeter ao procedimento para maximizar o índice de sucesso além de preparar o corpo para a gravidez.



Fonte:

Keene, I. 2008, “Natural Fertility Prescription”, Switzerland.

Escrito por:

Iva Keene é a autora do Natural Fertility Prescription; um curso domiciliar que anda com o interessado através de 7 passos para uma ótima fertilidade. O website de Iva é: http://www.natural-fertility-prescription.com. Um recurso inestimável para casais que querem ter filhos. Oferece dezenas de dicas para incrementar a fertilidade naturalmente e conecta condições de infertilidade.

Comentários do Dr. Mercola:

Muito agradeço a Iva Keene pela contribuição com este maravilhoso recurso. Quero acrescentar poucas dicas para aqueles que estão se debatendo com a infertilidade ou pensando sobe o início de uma família.

Como Iva disse, acrescentar fontes de alta qualidade de ácidos graxos Omega-3 de origem animal bem como o óleo de krill para a dieta, além de também otimizar o hábito alimentar (optimizing your eating habits) é essencial. Também praticar exercícios regularmente e observar os níveis de estresse. Estes são os ingredientes básicos que a maioria das pessoas precisa para uma boa fertilidade.

Se estás planejando ter um bebê, sugiro fortemente que controle teu nível da vitamina D antes e enquanto estiveres grávida (vitamin D level optimized before and while you are pregnant). Isto poderá ser uma das coisas mais importantes que se poderá fazer na gravidez.

É absolutamente imperativo que a mulher grávida mantenha o nível sangüíneo entre 50 e 70 ng/ml serum 25 hydroxy-D como a mais nova evidência sugerida que pode radicalmente reduzir o risco de complicações na gravidez como parto prematuro e pré-eclampsia. Também reduz o risco de autismo e virtualmente elimina a diabetes tipo 1 no recém nascido.

Estou convencido que num futuro não muito distante será obrigatório para as mulheres receberem testes regulares dos níveis de vitamina D no sangue. Não há nada que simplesmente escuse para que não se controle estes níveis e a maioria das mulheres ingerirão de 5 mil a 10 mil unidades de vitamina D por dia para alcançarem estes níveis.

Também quero mencionar que se pode evitar o risco de exposição a hormônios de alimentos animais pela restrição de seu uso somente com produtos orgânicos, incluindo laticínios de fontes locais. Carnes orgânicas e laticínios de animais que se alimentaram com pastagens são muito mais saudáveis, especialmente quando ingeridos de acordo com seu tipo nutricional (Nutritional Type) e cozidos minimamente (cooked minimally).

Recomendo com intensidade, da mesma forma, evitar-se soja não fermentada (unfermented soy) durante a gravidez, já que a soja contém componentes chamados de fitoestrogênios (phytoestrogens) que atuam sobre os hormônios. Estes hormônios afetam a maneira como o cérebro do bebê é organizado, bem como o desenvolvimento dos órgãos e mesmo agem sobre o sistema imunológico da grávida.

Criancinhas que recebem quantidades excessivas de fitoestrogênios ainda no ventre ou depois de nascidos, através das papinhas de nenê que têm soja na sua formulação (soy formula), expõem-se a problemas de saúde numa ampla extensão desde puberdade precoce a problemas de aprendizado e de comportamento, além de severas alergias.

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Tradução livre de Luiz Jacques Saldanha, novembro de 2009.