http://www.theecologist.org/News/news_round_up/570519/nonstick_pans_can_affect_our_hormones_new_research_suggests.html

 

Panelas não aderentes podem afetar nossos hormônios, sugerem novas pesquisas

Teflon pan
Consumidores devem procurar por alternativas para as panelas não aderentes pra reduzir sua exposição aos químicos perigosos.

Ecologist
23rd August, 2010

Estudos noruegueses destaca os efeitos dos químicos PFC e PCBs sobre a saúde humana.

Um grupo de químicos detectado em utensílios domésticos comuns pode gerar efeitos perigosos sobre nossos hormônios, sugerem novas pesquisas.

Uma pesquisa feita por veterinários noruegueses com ovelhas e células crescidas em laboratório (nt.: ver link abaixo) detectou que os compostos perfluorados (PFCs) encontrados em roupas resistentes a água, panelas não aderentes de frituras, podem afetar os hormônios esteróides dos organismos, incluindo estrogênios, testosterona e cortisol. Estes hormônios são necessários para regularem um grande número de funções do corpo tanto em humanos como em animais, incluindo a habilidade da reprodução.     
A pesquisa também descobriu efeitos similares causados pelos policlorados bifenilos (PCBs), um grupo de químicos que foram banidos desde os anos setenta, mas continua a persistir no ambiente. 

Exposição limite.


A autora da pesquisa Dra. Marianne Kraugerud, da Norwegian School of Veterinary Science (nt.: Escola Norueguesa da Ciência Veterinária), diz que os consumidores podem limitar sua exposição a ambos químicos.
“Para regular a ingestão de PFCs, pode-se tentar limitar o uso de roupas e vestimentas tratadas com repelente à água e à gordura que contenham PFCs”.
“Pode-se também ser cauteloso ao se usar panelas e utensílios domésticos laminados com o antiaderente ‘Teflon’, especialmente quando danificados. Como alternativa, deve-se considerar o retorno às antigas, belas e boas  frigideiras de ferro”, diz ela.
Eliminação.  
O Environmental Working Group (EWG) diz que a pesquisa reafirma seu clamor para a eliminação dos PFCs de todos os produtos.
“Os cientistas já sabem, há algum tempo, que estes poluentes podem atuar como disruptores endócrinos, então nossa posição não muda com essa pesquisa, assim continuamos a exigir a eliminação dos PFCs em vários produtos de consumo”, afirma a cientista do EWG, Olga Naidenko.
Niadendko acrescenta que, apesar disso, as pessoas não precisam jogar fora seus produtos com Teflon imediatamente. Diz que: “o incremento dos riscos são pequenos, então se alguém tem um conjunto deste tipo de panelas, não sugerimos que jogue fora no lixo – mas que seja sábio em procurar alternativas seguras tanto a tempo como face o orçamento permita”, reafirma.

DuPont promete novo produto químico.
A empresa DuPont, que produz produtos de Teflon, contestou as conclusões dizendo que "enquanto algumas associações têm sido relatados, nenhum efeito sobre a saúde humana é conhecida por ter sido causado pelo PFOA [é o químico perfluorado presente em produtos feitos de Teflon]”.
No entanto, a empresa afirma que se comprometeu a remover este químico perfluorado – PFOA - de seus produtos até 2015. Diz ter desenvolvido "um novo método de suporte à transformação, com um perfil toxicológico mais favorável.

Link relacionado
:
Environmental Toxins Affect the Body's Hormone Systems (http://www.sciencedaily.com/releases/2010/07/100701081857.htm)

* Antes da publicação este artigo foi corrigido para indicar que o estudo mostrou que os poluentes podem 'afetar' os hormônios do corpo mais do que danificar.

 

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Users Comments

(NOTA DO TRADUTOR: Fizemos questão de incluir este comentário de um técnico representante do lobby das indústrias para mostrar como eles estão sempre atentos e presentes em todos os materiais jornalísticos que possam comprometer seus interesses e lucros. Contestam, com títulos e diplomas, as informações da pesquisa independente e livre das influências, inclusive, dos organismos oficiais que acatam a pressão industrial em detrimento da saúde da população.).

Re: Non-stick pans can affect our hormones, new research suggests
Posted By jeheinze 1 August 25, 2010 03:29:13 PM

 

John Heinze, Ph.D. Fluoropolymer Products Information Center Washington, DC

O artigo omite fatos importantes sobre o PFOA, a substância que catalisa o processo utilizado para a fabricação de revestimentos anti-aderente de utensílios de cozinha e para tecido impermeável/respirável para uso ao ar livre. A Agência de Proteção Ambiental dos EUA e outros órgãos oficiais declararam que não consideram qualquer potencial de risco sério aos consumidores pela exposição ao PFOA presente tanto nas panelas com anti-aderente como nos tecidos. A EPA afirma em seu site sobre o PFOA: "As informações que a EPA tem disponíveis não indicam que o uso rotineiro de produtos de consumo represente preocupação. Atualmente, não existem medidas que a EPA recomende para que os consumidores tenham para reduzir a exposição ao PFOA". No entanto, os maiores fabricantes de PFOA nos EUA se uniram sob a orientação da EPA para reduzirem drasticamente as emissões globais das fábricas e a presença  de PFOA nos produtos em 95% a partir de 2010, além de trabalhar para eliminar tanto as emissões como a presença de PFOA nos produtos por 2015. Em recentes testes feitos pelo Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA mostraram reduções significativas nos níveis de PFOA no sangue humano entre 1999-2000 e 2003-2004. John Heinze, Ph.D. Centro de Informações de Produtos de Polímeros Perfluorados,  Washington, DC.



Tradução livre de Luiz Jacques Saldanha, janeiro de 2011.

 

 

http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2010/12/11/us-senate-fails-to-protect-innocent-children-from-dangerous-plastic.aspx

 

Esta surpreendente substância tóxica pode levar a defeitos genéticos e abortos …

bpa in baby bottles
Mesmo que mais de 200 pesquisas tenham mostrado que o Bisfenol A (BPA) é danoso à saúde humana, o governo dos EUA decidiu que seria melhor o interesse da indústria química do que o das crianças.
O Senado falou quando votou na sanção de um projeto de lei que poderia ter resultado no banimento do uso de BPA em mamadeiras e copinhos infantis.
E, de fato, a proibição nem é mais sequer levada em consideração. De acordo com o Wall Street Journal:
"A senadora Dianne Feinstein (D., Califórnia) foi a principal apoiadora da polêmica emenda que proíbe, em mamadeiras e copinhos infantis, a substância química Bisfenol A, ou BPA, que tem sido associada a alguns tipos de câncer.
Na quarta feira, ela retirou a emenda da pauta”.
A senadora Feinstein diz que continuará lutando para tornar o banimento uma realidade.

Fontes:

6  Wall Street Journal November 19, 2010
7  Inhabitots November 19, 2010
 
Comentário de Dr. Mercola:

A emenda da senadora Dianne Feinstein (D-Calif.) ao último projeto de lei sobre segurança alimentar poderia ter banido o uso deste tóxico, o BPA, em mamadeiras e copinhos infantis, requereu que a FDA finalizasse seu parecer sobre a segurança deste químico até dezembro de 2012 e permitindo que os estados possam banir completamente esta substância se assim escolherem. 
Infelizmente, graças à pesada pressão da indústria química, a emenda foi retirada da pauta.
Os nenês e as crianças dos EUA estão sob a ameaça do BPA.
O BPA pode ser retirado de todos os produtos dirigidos a crianças é acéfalo.
Dos 115 estudos publicados com animais, 81% detectou efeitos significativos mesmo em exposições a baixas doses de BPA. Esta substância tóxica, um disruptor endócrino, chamou pela primeira vez a atenção dos pesquisadores depois que camundongos normais começaram a demonstrar anomalias genéticas incomuns.    
Os defeitos foram conectados às gaiolas plásticas e às garrafas d’água terem sido limpas com forte detergentes, fazendo com que o BPA lixiviasse do plástico.  
Depois de determinar quanto BPA os camundongos foram expostos, os pesquisadores perceberam que mesmo em doses extremamente pequenas de 20 partes por bilhão (ppb) diariamente, por somente cinco a sete dias, já foi suficiente para produzir efeitos.
Algumas das maiores preocupações que circunda a exposição precoce, nos primeiros dias de vida, ao BPA (early-life exposure to BPA), podem levar a erros cromossômicos nos fetos em desenvolvimento, desencadeia abortos espontâneos e danos genéticos. E sendo exposto a somente 0,23 partes por bilhão (ppb) é suficiente para gerar disfunções no efeito do estrogênio (disrupt the effect of estrogen) no desenvolvimento do cérebro do nenê.  
Por esta razão, as mulheres em idade de procriação e aquelas que estão grávidas, juntamente com os nenês e as crianças, devem ser especialmente diligentes em evitar o BPA.    
O BPA em mamadeiras já foi banido no Canadá, por que não nos EUA?
O BPA em mamadeiras já foi banido no Canadá (banned in Canada) e em muitos estados dos EUA. Outras medidas estão sendo consideradas em 30 estados e municípios – no entanto, a nível federal, o governo está pisando em ovos e escolhe proteger os interesses da indústria química em detrimento da saúde pública.  
O American Chemistry Council, um grupo de lobby da indústria química que exararam uma declaração no início de 2010 negando os prejuízos sobre a saúde do BPA, claramente não querendo ver essa vaca sagrada cair morta … nem tampouco ser responsabilizada por problemas de saúde relativos ao seu uso. A indústria fará todo o possível para manter esta substância química em nossas embalagens de alimentos, nas mamadeiras e mais e mais por o maior tempo possível.
Apesar de todas as pesquisas mostrarem sérios efeitos sobre a saúde mesmo em exposições a baixas doses, o FDA não tem condições de fazer alguma coisa a respeito disso porque ela classificou o BPA, em 1963, como um aditivo indireto de alimento e listado entre 3 mil ou mais químicos categorizados como GRAS (“generally regarded as safe” – usualmente considerado como seguro).
Esta sua designação desatualizada como GRAS é o que isenta o BPA de análises e exames mais cuidadosos.
De acordo com as regulamentações da FDA, uma substância que recebe o status de GRAS não pode ficar sujeito à revisão pela FDA. A Agência explana estas limitações via uma atualização em seu website ("update" on its website):
"Os atuais usos do BPA que contatam alimentos, foram aprovados através da regulamentação dos aditivos alimentares exarados há mais de 40 anos atrás. A estrutura regulatória limita tanto  a supervisão como a flexibilidade do FDA.
Uma vez que o aditivo alimentar foi aprovado, qualquer fabricante de alimentos ou de embalagens para alimentos pode usar este aditivo alimentar de acordo com o regulamento. Não há exigência de notificar a FDA sobre esta utilização.
Por exemplo, hoje existem centenas de diferentes formulações para os revestimentos de epóxi que contêm BPA, com diferentes características. Como está atualmente regulamentado, os fabricantes não são obrigados a informar à FDA a existência ou a natureza de suas formulações.
Além disso, se a FDA decidisse revogar uma ou mais usos aprovados, a agência teria necessidade de realizar aquilo que poderia ser um longo processo de regulamentação para alcançar esse objetivo”.
Onde se encontra o BPA?
Em 2009, mais do que 3 milhões de toneladas de BPA foram fabricadas, representando aproximadamente $7 bilhões de dólares em vendas. É uma das maiores substâncias químicas em volume de produção e é largamente empregado na fabricação de:

  • Garrafas plásticas de água;
  • Garrafas plásticas de leite de 3,7 litros;
  • Pratos plásticos para microondas, para forno e utensílios;
  • Brinquedos infantis, garrafas, copinho para bebês e chupetas;
  • Alimentos enlatados e refrigerantes em lata (a maioria tem lâmina interna plástica das latas);
  • Selantes odontológicos.

O emprego do BPA é tão invasivo que os cientistas detectaram que 95% da população testada apresenta níveis perigosos de BPA em seus organismos.
Novamente, a maioria das maiores vítimas são as nossas crianças que podem estar expostas a esta substância desde o útero e estão na realidade sendo literalmente “alimentadas” com o químico através das mamadeiras, copinhos infantis e brinquedos (que muitas vezes colocam em sua bocas).  
O efeito cumulativo de ser expostos a minúsculas quantidades de BPA das latas, garrafas, pratos e todas as outras fontes durante anos pode finalmente desencadear sérios problemas para sua saúde. 
Recente pesquisa detectou que este químico pode levar a doenças do coração, diabetes e problema de fígado em adultos. Estudos anteriores conectaram o BPA a:

  • Danos estruturais ao cérebro;
  • Hiperatividade, incremento da agressividade e dificuldade de aprendizado;
  • Aumento da formação de gordura e risco de obesidade;
  • Alteração da função imune;
  • Puberdade precoce, estimulação do desenvolvimento da glândula mamária;
  • Mudanças no comportamento específico de gênero e comportamento anormal sexual;
  • Estimulação de células de câncer de próstata;
  • Incremento da dimensão da próstata e decréscimo na produção de espermatozóides;
  • Diabetes;
  • Doença do coração;  e
  • Danos no fígado.

Pode-se agir mesmo que o Governo Federal não faça nada.
Tem havido pressão negativa suficiente sobre o BPA, fazendo com que o público demande alternativas seguras e livre de BPA. Como resultado, a partir dos meses de junho, julho de 2010, leis sobre este químico estavam pendentes em cinco estados norte-americanos e ainda no começo desse ano, numerosos passos positivos foram dados, neste país, para eliminar esta substância das embalagens alimentares:   

  • Vermont baniu o BPA do alimento infantil, seja nos produtos formulados, seja nas mamadeiras e ainda irão restringir o uso em alimentos enlatados a partir de 01 de julho de 2014;
  • O Estado de Nova York baniu o BPA em mamadeiras, copinhos infantis, chupetas e canudos começando em dezembro de 2010;
  • A General Mills anunciou em abril de 2010 que estará usando latas livres de BPA para tomates orgânicos da marca Muir Glen, a partir da próxima colheita.

Certos fabricantes, incluindo Philips Avent, Disney First Years, Gerber, Dr. Brown, Playtex e Evenflow também estão dizendo que irão parar de fazer mamadeiras que contenham BPA (stop making baby bottles that contain BPA), enquanto muitos dos maiores atacadistas, incluindo CVS, Kmart, Walmart, Toys R Us e Babies R Us estão removendo os produtos que contenham BPA de suas lojas.
Daí, a boa notícia é que há abundância de recursos disponíveis para que possamos encontrar alternativas livres de BPA para nossa família. Por favor, apóiem as empresas que estão removendo esse químico de seus produtos além de procurar as etiquetas ‘livre de BPA’ em todas as mamadeiras e brinquedos que comprarmos.
Podemos reduzir a exposição futura de nossas famílias quanto a essa substância tóxica, seguindo as dicas:

  • Somente utilizar mamadeiras e pratos de vidro para os bebês;
  •  Livrar-se de pratos e copos plásticos, repondo-os com alternativas em vidro;
  • Armazenar alimentos e bebidas em embalagens de vidro – NUNCA em plástico;
  • SE usarmos microondas, não utilizar embalagens plásticas;
  • Utilizar canecas de viagem de vidro, cerâmica ou de aço inoxidável em vez de copos de plástico ou isopor;
  • Evitar utilizar filmes plásticos (e nunca colocar no microondas nada coberto com eles);
  • Se optarmos por utensílios de cozinha de plástico, pelo menos desfazermos dos velhos e arranhados, evitando colocá-los na máquina de lavar louças e não os lave com detergentes duros já que estas coisas fazem o BPA lixiviar mais para os alimentos;
  • Evitar água engarrafada, em vez disso empregar sua própria água filtrada por equipamentos de alta qualidade;
  • Antes de evitar um selante dental a ser aplicado em nossos dentes ou de nossos filhos, solicitemos que o dentista verifique se ele não contém BPA.

10. Evitar o uso de alimentos enlatados (incluindo refrigerantes) já que a camada interna plástica normalmente contém BPA. Mas se escolher os enlatados que sejam livres de BPA.                     

Conexãoes relacionadas:

8  Canada Declares BPA Toxic. Why Isn’t the US Following Suit?
9  FDA Shifts Position—Now Has Concerns about BPA Risks
10  Congress Moves to Ban BPA in All Food Containers

 

 

Tradução livre de Luiz Jacques Saldanha, janeiro de 2011.