Nosso Futuro Roubado 1996-2011
http://www.healthybuilding.net/pvc/facts.html
Fatos sobre o PVC
Polivinil cloreto, comumente conhecido como "PVC" ou "vinil" é um dos materiais sintéticos mais comuns. PVC é uma resina versátil e aparece em centenas de diferentes formulações e configurações. Acima de 7 milhões de toneladas de PVC são atualmente produzidos por ano nos EUA. Aproximadamente 75% de todo ele manufaturado é usado em materiais de construção.
PVC: O maior desastre ambiental sobre a saúde.
Ele é o pior plástico sob a perspectiva da saúde ambiental, colocando maiores prejuízos quando de sua fabricação, sobre tempo e vida dos produtos feitos com ele e por fim quando é jogado fora.
Subprodutos tóxicos de sua fabricação.
Dioxina (o mais potente carcinogênico conhecido), dicloroeteno (ou sua antiga denominação: etileno dicloreto) e cloreto de vinil são involuntariamente gerados na produção de PVC e podem causar severos problemas de saúde, como:
- Câncer;
- Disruptor endócrino;
- Endometriose;
- Danos neurológicos;
- Defeito de nascimento e comprometimento no desenvolvimento infantil; e
- Danos nos sistemas reprodutivo e imunológico.
Nos EUA, o PVC é fabricado predominantemente próximos de comunidades de baixa renda no Texas e na Louisiana. O impacto tóxico da poluição em três destas fábricas nestas comunidades tem feito delas o foco do movimento de justiça ambiental.
Impacto global:
O impacto da dioxina não para aí. Como um poluente bioacumulativo tóxico (PBT), não se decompõe rapidamente e viaja através do planeta, acumulando-se nos tecidos gordurosos e concentrando-se assim que vai subindo na cadeia alimentar. Dioxinas da fábrica de Louisiana migram pelos ventos e se concentra nos peixes dos Grandes Lagos. Elas são mesmo encontradas em perigosas concentrações nos tecidos da baleias, dos ursos polares e, finalmente, no leite materno do povo esquimó Inuit. A exposição média de dioxina dos norte-americanos já alcança risco calculado de câncer tão grande quanto 1 para 1.000 – milhares de vezes maior dos que o padrão usual para um risco aceitável. Mais dramáticas são as concentrações de dioxina no leite materno a um ponto que os bebês agora recebem altas doses, em ordem de magnitude maior do que as médias dos adultos.
Risco dos terroristas:
O relatório de 2002, encomendado pela Força Aérea dos EUA para a Rand Corporation, onde identifica o armazenamento de gás cloro e meios de transporte como maiores alvos químicos para ataques terroristas, citando exemplos de uma série de ameaças e ataques já realizados em todo o mundo. O cloro usado como principal matéria-prima para na fabricação de PVC e o seu transporte através de comboios para abastecimento destas fábricas, torna toda esta cadeia do processo altamente vulnerável. Um simples ataque terrorista poderia liberar uma nuvem tóxica que se espalharia por quilômetros, colocando milhões de vidas em um perigo potencial.
A melhor segurança é optarmos por materiais seguros que não necessitem cloro. A produção de PVC é o maior consumidor específico de cloro e assim reduzir seu uso, representa o maior passo que poderemos dar para reduzirmos o risco de desastres com este elemento químico, acidental ou intencionalmente.
Aditivos letais:
O PVC é inútil sem não houver a adição de uma infinidade de estabilizadores tóxicos – como o chumbo, cádmio e estanho – e dos plastificantes ftalatos. Eles lixiviam ou volatilizam do PVC todo o tempo aumentando os riscos que incluem asma, envenenamento por chumbo e câncer.
Incêndio mortamente perigoso:
O PVC representa um grande risco nos incêndios de prédios, já que ele libera gases mortais por largo tempo depois que ele inflama, assim como o cloreto de hidrogênio se transforma em ácido clorídrico quando inalado. Enquanto ele queima, tanto acidentalmente ou na incineração de lixo, vai liberando dioxinas cada vez mais tóxicas. O PVC queimado em aterros de lixo pode ser agora a maior fonte de dioxinas liberadas no ambiente.
Não pode ser facilmente reciclado:
A multitude de aditivos requeridos para fazer o PVC utilizável, torna a reciclagem pós-consumo, em grande escala, quase impossível para a maioria dos produtos, interferindo na reciclagem de outros plásticos. De um estimado de 3,5 milhões de toneladas de PVC são jogadas fora nos EUA, e apenas 7 mil - menos da metade de 1% - é reciclada. A Association of Post Consumer Plastics Recyclers (nt.: Associação de Recicladores de Plásticos Pós-Consumo) declarou que os esforços para reciclar o PVC são falhos e classificou-o, em 1998, como um contaminante.
O PVC em materiais de construção
Enquanto os grandes problemas associados ao PVC durante todo seu ciclo de vida são muito superiores aos seus benefícios, a indústria da construção tem sido inconsciente quanto ao seu custo verdadeiro e de longo prazo, ao considerá-lo como um material barato conveniente. Tubulações, revestimentos e pisos de vinil (ou PVC) são os usos mais conhecidos e mais amplos desta resina plástica. Membranas de PVC para cobertura de telhados tem sido uma área em crescimento. Esta resina também é usada no isolamento de cabos elétricos, conduítes, caixas de junção, revestimentos de parede, suporte de carpetes, batentes de esquadrias e portas, venezianas e persianas, cortinas, móveis, chaminés, calhas, gárgulas, juntas de impermeabilização “waterstops”, guarnições calafetadoras, vedadores, molduras e em outros lugares. Felizmente, para cada uma destas aplicações, existe uma vasta gama de materiais alternativo de baixo custo que representam menores perigos para a saúde tanto dos trabalhadores como do público em geral.
Opções alternativas
- Tubulação
Ferro fundido, aço, cerâmica de concret vitrificada, cobre e plásticos, tais como PEAD (polietileno de alta densidade). - Siding (ou revestimento externo)
Placas de fibro-cimento, estuque, madeira certificada e sustentável, reciclada, recuperada ou com o selo FSC (Forest Stewardship Council), OSB (painéis de madeira prensada), tijolo e polipropileno. - Roofing Membranes (membrana de cobertura de telhado)
TPO (poliolefina termoplástica), EPDM (elastômero de etileno propileno dieno), NBP (polímero nitrilo butadieno) e cobertura metálica de baixa inclinação. - Piso & Carpete.
Linóleo, bambo, telha de cerâmica, forrar com fibra natural ou poliolefinas, recuperadas ou madeira certificada pelo FSC e tirada de forma sustentável, cortiça, borracha, concreto e polímeros plásticos não clorados. - Combertura das Paredes e Móveis.
Fibras naturais como madeira e lã, polietileno, poliestireno (nt.: rever esta informação porque se sabe atualmente que esta resina é um disruptor endócrino) e tinta. - Fiação Elétrica e Revestimento.
Livre de halogênio, PELBD ou LLDPE (polietileno linear de baixa densidade), cabos de baixa tensão XLP e XLPE (polietileno reticulado termo-endurecido) - Janelas & Portas.
Madeira certificada tirada de forma sustentável pelo FSC, reciclada, recuperada, fibra de vidro e alumínio.
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Juntar-se ao movimento de rejeição ao PVC.
Firmas de arquitetura, sistema de cuidado de saúde e hospitais, governos e maiores corporações em todo o mundo estão renunciando ao PVC. Uma ampla gama das grandes corporações incluindo Microsoft, HP, Shaw, Wal-Mart, Firestone, Nike, Mattel, Lego, Johnson & Johnson, GM, VW e a Honda estão começando a buscar materiais alternativos. Os estados de San Francisco e New York baniram a tubulação de PVC. Um número crescente de grandes projetos, da sede central da EPA em Washington, DC, EUA, à vila olímpica de 2000, em Sidney, na Austrália, reduziu ou eliminou completamente o uso de PVC. Mais e mais agências governamentais dos EUA estão eliminando o PVC da rede elétrica, dos pisos e outras aplicações, incluindo a Marinha, a Força Aérea e a NASA. As referências deste ficha técnica estão disponíveis em versão PDF.
Trocar o PVC nos projetos de construção é mais fácil do que se imagina. Uma série de guias de informações está disponível para auxiliar na busca de materiais de construção ecológicos. Mas atenção: alguns materiais de construção identificados como ‘ecológicos’ na verdade contêm PVC/vinil reciclado e frequentemente exigem mistura de PVC virgem com o reciclado.
O website da rede Healthy Building Network inclue troca de informações ao vivo sobre materiais de construção livres de PVC (PVC free building materials), mais links com alguns dos melhores websites de outros recursos construtivos ecológicos. Para os casos específicos de sistemas de saúde e hospitais, a rede Healthy Building Network tem uma seção sobre para este tipo de cuidado (HBN’s health care section) em que oferece uma série de recursos utilizáveis, incluindo o “Por que o cuiadado com a saúde está se afastando do PVC” (“Why Health Care is Moving Awaay from PVC)".
O quê se pode fazer.
O Conselho de Construção Ecológica dos EUA (U.S. Green Building Council) pediu observações à rede HBN sobre sua proposta de metodologia para avaliação de um crédito de produtos relacionados ao PVC dentro de seu sistema de constatação ecológica das construções ou LEED (Leadership in Energy and Environmental Standards).
A primeira e possivelmente a reunião só das partes interessadas foi realizada em 18 de fevereiro de 2004, em Washington, DC, mas não está claro quando o USGBC (U.S. Green Building Council) dará sua decisão. Para ler sobre a reunião clique aqui. (To read about the meeting click here).
Pode-se envolver neste tema, de três maneiras:
- Enviar uma carta ao USGBC.
- HBN apresentou aos comentários USGBC com recomendações específicas sobre como avançar com um crédito de evasão de vinil. Se você concorda com a posição HBN, envie uma carta de apoio do nosso testemunho. Escolha um texto que considere o mais adequado, quer do ponto de vista de uma perspectiva ambiental, da saúde ou de um construtor ativista verde.
- Carta de Saúde Ambiental (Environmental Health Letter)
- Carta do Construtor Ambiental (Greenbuilder Letter)
2. Torne-se um dos interessados no crédito do USGBC sobre o processo do PVC:
- Visite o site da USGBC e cadastre-se para se tornar um dos interessados na tarefa de PVC Group (www.usgbc.org). Eles vão lhe enviar atualizações sobre o processo que se desenvolve.
3. Receba as atualizações do HBN:
- Assine o boletim HBN e vamos enviar atualizações sobre o processo USGBC, bem como informações sobre o movimento nacional para eliminar o vinil dos prédios.
Mais sobre PVC: http://www.healthybuilding.net/pvc/must_reads.html