Categoria: Agricultura

Solo Envenenado: Glifosato, Risco Subestimado?

Solo envenenado: Glifosato, risco subestimado? Cada vez mais em destaque sua presença na vida de todos os seres do planeta. De plantas a pessoas. É usado com ‘água benta’ em jardins, praças, calçadas, estradas e todos os recantos onde têm um brasileiro ‘caprichoso’.

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Os vários usos da poderosa moringa

Resumo da matéria

  • As folhas da moringa são ricas em vitaminas, minerais, aminoácidos essenciais, antioxidantes e muito mais.
  • A moringa tem propriedades antidiabéticas, anti-inflamatórias, cardioprotetoras e de redução do colesterol
  • As sementes da moringa funcionam ainda melhor na purificação da água do que vários dos materiais sintéticos convencionais em uso atualmente.

http://portuguese.mercola.com/sites/articles/archive/2016/09/06/usos-moringa.aspx

Por Dr. Mercola

Moringa

A Moringa oleifera é uma árvore nativa do sul da Ásia e encontrada em todos os trópicos atualmente. Suas folhas foram usadas como parte da medicina tradicional por séculos e o sistema ayurvédico da medicina a associa à cura e prevenção de cerca de 300 doenças.

A moringa, às vezes chamada de “árvore milagrosa”, “árvore baqueta” ou “árvore de raiz forte”, tem folhas pequenas e redondas que contêm uma quantidade incrível de nutrientes: proteínas, cálcio, betacaroteno, vitamina C, potássio…o que você perguntar, a moringa tem. Não é de surpreender que tenha sido usada medicinalmente (e como fonte de alimentação) há pelo menos 4.000 anos.

O fato de que a moringa cresce rápida e facilmente faz com que ela seja interessante principalmente nas regiões pobres, e tem sido usada com sucesso para melhorar a ingestão de nutrientes em países como Malawi, Senegal e Índia. Nessas áreas, a moringa talvez seja o alimento mais nutricional disponível, e pode ser colhida durante todo o ano.

Eu mesmo plantei uma árvore de moringa por dois anos e posso confirmar o fato de que ela cresce como uma erva. Para aqueles que vivem em países de terceiro mundo, ela pode muito bem ser uma fonte nutricional valiosa.

No entanto, não recomendo plantar uma no seu quintal para fins de saúde uma vez que as folhas são muito pequenas e sua retirada do galho para consumo é uma tarefa extremamente tediosa.
As folhas são bem pequenas e difíceis de colher e usar, sendo assim, você verá, assim como eu, que cultivar uma é mais trabalhoso do que proveitoso.

Com tudo isso, não há dúvidas de que a moringa tem um perfil nutricional impressionante que a torna atrativa no momento em que é colhida…

Seis razões por que a moringa é considerada um superalimento

1. Rica em nutrientes

As folhas da moringa são ricas em vitaminas, minerais, aminoácidos essenciais e muito mais. Cem gramas de folhas secas de moringa contêm:

  • 9 vezes a proteína do iogurte
  • 10 vezes a vitamina A das cenouras
  • 15 vezes o potássio da banana
  • 17 vezes o cálcio do leite
  • 12 vezes a vitamina C das laranjas
  • 25 vezes o ferro do espinafre

2. Antioxidantes em abundância

As folhas da moringa são ricas em antioxidantes, incluindo vitamina C, betacaroteno, quercetina e ácido clorogênico. Descobriu-se que este último, o ácido clorogênico, é capaz de desacelerar a absorção de açúcar nas células e estudos com animais revelaram que ele reduz os níveis de açúcar no sangue. Conforme publicado no Asian Pacific Journal of Cancer Prevention:5

“As folhas da árvore da Moringa oleifera mostraram atividade antioxidante devido à grande quantidade de polifenóis.

Os extratos da moringa oleifera , tanto das folhas maduras quanto novas, mostram forte atividade antioxidante contra radicais livres, evitam danos oxidativos a biomoléculas importantes e oferecem alta proteção contra danos oxidativos”.

Além disso, em um estudo com mulheres que ingeriram 1,5 colher de chá do pó da moringa por três meses, os níveis de antioxidantes no sangue aumentaram significativamente.

3. Níveis mais baixos de açúcar no sangue

A moringa parece ter efeitos antidiabéticos, provavelmente devido aos compostos vegetais benéficos presentes nas folhas, como o isotiocianato. Um estudo revelou que as mulheres que ingeriram sete gramas de pó da folha da moringa diariamente por três meses tiveram uma redução de 13,5% nos níveis de açúcar no sangue em jejum.

Uma pesquisa individual revelou que o consumo de 50 gramas de folhas da moringa em uma refeição reduziu o aumento no nível de açúcar no sangue em até 21% entre os pacientes diabéticos.

4. Reduz inflamações

Os isotiocianatos, flavonoides e ácidos fenólicos, presentes nas folhas, vagens e sementes da moringa, também têm propriedades anti-inflamatórias. Segundo o Epoch Times:

“A forte ação anti-inflamatória da árvore é usada tradicionalmente para tratar úlceras estomacais. O óleo da moringa (às vezes chamado de óleo de Ben) mostrou proteger o fígado contra inflamações crônicas. O óleo é único no sentido de que, diferentemente da maioria dos óleos vegetais, o óleo da moringa resiste à deterioração.

Essa qualidade faz dele um bom conservante para alimentos que estragam rápido. Esse óleo doce é usado em frituras ou molhos para salada. Também apresenta uso tópico para tratar problemas antifúngicos, artrite, e é um excelente hidratante para a pele”.

5. Manutenção de níveis saudáveis de colesterol

A moringa também tem propriedades de redução do colesterol. Um estudo com animais mostrou que seus efeitos foram comparáveis aos da droga sinvastatina usada para o mesmo fim. Conforme observado no Journal of Ethnopharmacology:

“A Moringa oleifera é usada na medicina tradicional tailandesa como cardiotônico. Estudos recentes comprovaram seu efeito hipocolesterolêmico.

… Em coelhos alimentados com alto colesterol, em 12 semanas de tratamento, ela reduziu significativamente (P<0.05) os níveis de colesterol e a formação de placa aterosclerótica para cerca de 50% e 86%, respectivamente. Esses efeitos ocorreram em níveis comparáveis aos da sinvastatina.

 Os resultados indicam que essa planta possui atividades antioxidantes, hipolipidêmicas e antiateroscleróticas, além de potencial terapêutico para a prevenção de doenças cardiovasculares”.

6. Proteção contra toxicidade do arsênico

As folhas e sementes da moringa podem proteger contra alguns dos efeitos da toxicidade do arsênico, importante principalmente devido às notícias de contaminação de alimentos básicos, como o arroz. A contaminação da água com arsênico também tornou-se uma causa de preocupações globais com a saúde pública e um estudo revelou o seguinte:

“A coadministração do pó da semente da M. oleifera [moringa] (250 e 500 mg/kg, via oral) e do arsênico aumentou significativamente as atividades de SOD [superóxido dismutase], catalase e GPx [glutationa peroxidase], com elevação no nível reduzido de GSH [glutationa] nos tecidos (fígado, rim e cérebro).

Essas alterações foram acompanhadas de uma queda de aproximadamente 57%, 64%, e 17% em ROS [espécies reativas de oxigênio] sanguíneo, metalotioneína (MT) do fígado e peroxidação lipídica, respectivamente, em animais que ingeriram M. oleifera e arsênico.

Outra observação interessante foi o consumo reduzido de arsênico nos tecidos moles (55% no sangue, 65% no fígado, 54% no rim e 34% no cérebro) seguido da administração do pó de semente da M. oleifera (principalmente na dose de 500 mg/kg).

Foi possível concluir a partir do presente estudo que a administração concomitante do pó da semente da M. oleifera e do arsênico conseguiu proteger de modo significativo os animais contra o estresse oxidativo por meio da redução na concentração de arsênico nos tecidos. A administração do pó da semente da M. oleifera também foi benéfica durante a terapia de quelação…”

Folhas da moringa podem purificar a água…e muito mais

Do ponto de vista digestivo, a moringa é rica em fibras que, como colocou o Epoch Times: “funciona como um esfregão no intestino…limpando todo o lixo deixado por uma alimentação gordurosa”. Também dignos de atenção são os isotiocianatos, com propriedades antibacterianas que podem ajudar a eliminar do seu corpo a H. pylori, bactéria envolvida na gastrite, úlcera e câncer gástrico.

Descobriu-se que as sementes da moringa funcionam ainda melhor na purificação da água do que vários dos materiais sintéticos convencionais em uso atualmente.

Segundo a Universidade de Uppsala:

“Uma proteína presente nas sementes faz uma ligação com as impurezas, agrupando-as de modo que esses grupos possam ser separados da água. O estudo… publicado no periódico Colloids and Surfaces A dá um passo rumo à otimização do processo de purificação da água.

Os pesquisadores da Uppsala juntamente com colegas de Lund, assim como da Namíbia, Botsuana, França e Estados Unidos, estudaram a estrutura microscópica dos agregados formados com a proteína.

Os resultados mostram que os grupos do material (flocos) produzidos com a proteína são muito mais compactos que aqueles formados com os agentes de agrupamento convencionais. Isso é melhor para a purificação da água, já que os flocos são separados mais facilmente”.

Especula-se que a capacidade da moringa de se conectar a materiais nocivos também possa acontecer no corpo, fazendo da moringa uma ferramenta potente de desintoxicação.

Como usar a moringa

Se você tem acesso a uma árvore de moringa, você pode usar as folhas frescas nas refeições; elas têm um sabor semelhante ao rabanete. Coloque-as na salada, misture em sucos ou cozinhe no vapor como o espinafre. Outra opção é usar o pó da moringa, seja na forma de suplemento ou adicionado a sucos, sopas e outros alimentos para obter nutrição extra.

O pó da moringa tem um sabor “verde” distinto, então seria bom começar adicionando-o gradualmente às refeições.
Você pode usar também o óleo da moringa (ou óleo de ben) orgânico e prensado a frio, embora seja caro (cerca de 15 vezes mais caro do que o azeite de oliva).

Conforme falei antes, embora eu não recomende o plantio de uma árvore de moringa no quintal (essa árvore de rápido crescimento pode alcançar de 4,5 a 12 metros em poucos anos), seria bom experimentar as folhas ou o pó se você se deparar com eles no mercado local de alimentos saudáveis. Conforme divulgado na Fox News, esse é um alimento vegetal que exibe não só um, mas diversos poderes de cura possíveis:

“Quase todas as partes da planta são usadas para tratar inflamações, distúrbios infecciosos e vários problemas dos órgãos cardiovasculares e digestivos, ao mesmo tempo que melhoram o funcionamento do fígado e o fluxo de leite das mães em período de amamentação. Os usos da moringa estão bem documentados nos sistemas ayurvédicos e unani de medicina tradicional entre os sistemas de cura mais antigos do mundo.

A moringa é rica em diversos compostos que melhoram a saúde, como a moringina e moringinina, os potentes antioxidantes quercetina, quenferol, ramnetina e vários polifenóis. As folhas parecem ser as que recebem maior atenção do mercado, principalmente por seu uso para baixar a pressão alta, eliminar a retenção de líquidos e diminuir o colesterol.

Estudos mostram que as folhas da moringa possuem atividades antitumorais e anticancerígenas devido em parte a um elemento chamado niaziminina. Experimentos preliminares também mostram atividade contra o vírus Epstein-Barr. Os compostos presentes na folha parecem ajudar a regular o funcionamento da tireoide, principalmente nos casos de hipertireoidismo. Investigações mais aprofundadas indicam atividade antiviral nos casos de Herpes simplex 1″.

Fontes e Referências

Não, as Gigantescas Monocultoras Não Estão Alimentando o Mundo

As fazendas industriais proclamam de que estão eliminando a fome nos países pobres—no entanto 99,5% da produção de alimentos exportados pelos EUA, vão para as nações mais ricas e bem nutridas do Planeta.

Uma menina e sua mãe em um campo de trigo na Rwanda, um país que depende das fazendas dos EUA em pelo menos 01% de seu abastecimento alimentar.

Se por um acaso o leitor vem acompanhado os debates, por todos os EUA, sobre a questão da agricultura norte americana durante toda a década passada, certamente deve ter ouvido isso: ‘nossas fazendas, em escala industrial, podem estar poluindo (pollute), sobrecarregando o uso das águas (overusewater), contaminando a atmosfera (foul air), destruindo o solo (destroy soil), prejudicando as economias locais (harm local economies) e abusando dos trabalhadores (abuse workers), mas este é só o preço a pagar para se promover um serviço humanitário fundamental: o de alimentar o mundo (feeding the world)‘ (nt.: destaque dado pela tradução).

As sementes transgênicas e os agrotóxicos, ambos originários de patentes das gigantes transnacionais MonsantoDuPont acabam construindo versões para estes argumentos; e para tal contam com o próprio ministro da agricultura dos EUA (USDA secretary Tom Vilsack), a federação dos fazendeiros da Califórnia (California Farm Bureau) e o lobby dos latifundiários e de interesses industriais ligados ao cultivo da soja (American Soybean Association).

Mas podem realmente as exportações dos EUA auxiliar a “nutrir os famintos e os mal-nutridos dos países em desenvolvimento ao redor do mundo”? É adequado o que afirma o website financiado pelas indústrias do agronegócio, Facts About GMOs, quando trata deste tema (puts it) ?

 

Trabalhadores rurais colhendo alface na Califórnia na região do Salinas Valley.

Um novo relatório (new report) da ONG norte americana Environmental Working Group/EWG basicamente destrói esta pretensão. Aqui estão as conclusões mestras, num único quadro:

Environmental Working Group

Na coluna esquerda do quadro acima, está resumido de que as 20 maiores destinações das exportações de alimentos dos EUA no último ano, representando 86% delas. Aqui estão seus destinatários (nt.: nas colunas estão: 1. a escala por volume de exportação; 2. o índice de desenvolvimento humano tido pela ONU; e 3. nível de fome de sua população, de acordo com a FAO):

 

Assim, a maioria dos países que compram volumes dos alimentos produzidos nos EUA—e especialmente os que estão no topo da lista mais acima—são altamente desenvolvidos (baseado nas medidas feitas pela ONU sobre a expectativa de vida, renda e nível educacional) e têm baixas taxas de fome em suas populações.

Enquanto isso, as 19 nações com os maiores e mais desastrosos problemas de fome, importam muito pouco do alimento originário dos Estados Unidos—eles representam os acachapantes 0,5% do total das exportações agrícolas dos EUA em 2015, conforme reporta a EWG. Mesmo contando com ajuda alimentar, majoritariamente os gigantescos conglomerados dos EUA contribuem muito pouco para alimentar os mais pobres dos países do mundo. Este quadro desnuda quanto os países mais arrasados pela fome dependem das exportações de alimentos norte americanas no percentual de seus suprimentos de alimentos. Conclusão: praticamente nada (nt.: destaque dado pela tradução).

 

(NOTA DA TRADUÇÃO: Vale o destaque de toda a chamada ‘modernização da agricultura‘ proposta nos anos do pós 2ª guerra, com o advento dos tratores, dos adubos solúveis, dos agrotóxicos, da explosão dos latifúndios, das fazendas industriais e das gigantesca e tirânicas-palavra cunhada pelo pensador norte americano Noam Chomsky- transnacionais, que vinha para “acabar com a fome no mundo”, demonstra que tudo não passou de uma artimanha para esta nova forma do capital de colonizar todo o planeta !! Todo este processo ficou conhecido pela expressão “Revolução Verde“).

 

 

Por que então nossas exportações de alimentos passam tão longe dos pobres do mundo? A resposta se funda no que está no primeiro quadro acima. Observa-se que em torno da metade de nossas exportações são destinados para 20 dos maiores compradores e está aí carnes e produtos lácteos bem como produtos para ração animal. A carne é considerado um produto de luxo. E como o relatório da EWG afirma, “a maioria das exportações agrícolas dos Estados Unidos vai para países nos quais os cidadãos podem arcar com maior preço.”

Há muito a ser feito para aliviar a fome de uma população global crescente somada à continuação dos efeitos que as mudanças climáticas trazem de ameaças de estragos na agricultura. No entanto, plantar mais e mais soja no estado do Iowa ou mesmo amêndoas na Califórnia será completamente irrelevante para o enfrentamento destes desafios (irrelevant to those challenges).

 

Tradução livre de Luiz Jacques Saldanha, outubro de 2016.