Os povos fumigados da Argentina estão vendo dia após dia sua saúde se degradar pela intensa utilização de agrotóxicos nos cultivos, sobretudo de soja transgênica.
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População não conhece os riscos dos agrotóxicos.
Mesmo sob a crescente pressão da sociedade civil, quem vive na área rural do Brasil ainda é constantemente impactado por agrotóxicos pulverizados nas lavouras de monocultura do país. Muitas vezes, estes produtos são aplicados a menos de dez metros de escolas e residências. O pior: em casas de pequenos agricultores, que não fazem ideia dos riscos, acabam se tornando embalagem para acondicionar até comida. A situação é descrita no “Dossiê sobre o impacto dos agrotóxicos na saúde no Brasil” feito pelos principais pesquisadores de saúde do país, ao qual o Razão Social teve acesso, e que será apresentado no Congresso Mundial de Nutrição Rio 2012, na próxima sexta-feira, em Brasília.
Agrotóxicos: um mercado bilionário e cada vez mais concentrado.
Seminário realizado na Anvisa mostra o processo de concentração da produção e comercialização de insumos agrícolas. Pesquisador alerta para risco à soberania nacional.
Anvisa defende regulação do mercado de agrotóxicos.
O diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Agenor Álvares, defendeu a necessidade de regulação do setor de comércio de agrotóxicos. Dados divulgados pela agência ontem (11) mostram que apenas metade dos registros aprovados pelo órgão para que o produto seja vendido no Brasil resulta em produção e venda de fato.
‘É um absurdo a academia insistir na tese de que há níveis toleráveis de agrotóxicos’.
A batalha contra a intensa utilização de agrotóxicos no país ganhou também o Congresso Nacional. No final de 2011, a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou um relatório que revela os riscos desses venenos para a saúde humana e ambiental. Após mais de seis meses de trabalho de investigação e de escuta de todos os setores envolvidos na produção, comercialização, utilização e pesquisa dos agrotóxicos, a subcomissão criada especialmente para estudar o tema concluiu que o ideal é que esses produtos parem totalmente de ser usados na agricultura do país.
Produtos naturais ganham mercado e substituem fertilizantes e agrotóxicos.
Quarto maior consumidor de fertilizantes e um dos líderes mundiais no uso de agrotóxicos, o Brasil começa a expandir duas novas tecnologias naturais para aumentar a fertilidade dos solos e combater pragas. Resultado de pesquisas nacionais, os fertilizantes orgânicos da Embrapa e o controle de pragas com uso de vespas e ácaros, da empresa brasileira BUG, são opções sustentáveis que garantem a produtividade e saúde da lavoura.
Agrotóxico de uso frequente é nocivo para abelhas, segundo cientistas.
Um grupo de agrotóxicos altamente utilizado em todo o mundo desde a década de 1990 é nocivo para as abelhas e também para as mamangabas, segundo dois estudos publicados nesta quinta-feira (29) na revista “Science”.
Dossiê mostrará impacto dos agrotóxicos na saúde das pessoas e dos ecossistemas.
Buscando conhecer o impacto dos agrotóxicos na saúde dos(as) brasileiros(as), o Grupo de Trabalho (GT) de Saúde e Ambiente da Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco), em parceria com outros GTs, comissões e associados, decidiu pesquisar o tema e publicar suas descobertas em um dossiê.
MPF defende proibição de agrotóxicos à base de MSMA (Metano-arseniato ácido monossódico).
O Ministério Público Federal em Bauru ingressou com ação civil pública pedindo a imediata suspensão dos registros de todos os agrotóxicos que contêm o princípio ativo MSMA (Metano-arseniato ácido monossódico). O produto, considerado “altamente tóxico e reconhecidamente cancerígeno” já foi proibido em diversos países europeus e sofre sérias restrições nos EUA.
Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) abre ano letivo com campanha contra agrotóxicos.
Continuando na perspectiva de ser um campo de debates para a Conferência Mundial Rio+20, a Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) dará início ao ano letivo de 2012 recebendo o coordenador do Movimento Sem Terra (MST), João Pedro Stedile, no dia 14 de março, para proferir a aula inaugural, que terá o tema Contra os agrotóxicos e pela vida.