“As políticas de redução do dispêndio e de aumento de impostos produziram resultados contrários ao previsto”, constata Luiz Gonzaga Belluzzo, professor titular do Instituto de Economia da Unicam, em artigo publicado no jornal Valor, 02-05-2012. Segundo ele, “o mundo se curva às façanhas e peripécias da razão cínica, aquela que organiza os postulados da ortodoxia financeira. O Banco Central Europeu, proibido de financiar os governos, está autorizado, numa conjuntura de desalavancagem e redução do gasto agregado, a facilitar a fuga de capitais, fomentar a preferência pela liquidez e estimular as manobras especulativas dos gestores da riqueza financeira.
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Sociedade Ego-hierárquica versus Globo Eco-cêntrico, artigo de José Eustáquio Diniz Alves.
Antes de escrever sua obra seminal – que o tornou super-famoso e o transformou em “pai da economia moderna” – Adam Smith (1723-1790), que era professor de ética, escreveu o livro “Teoria dos Sentimentos Morais” (1759). Neste livro ele estava preocupado com a ética e o processo de surgimento dos juizos morais, em contraposição ao auto-interesse e ao egoísmo.
‘Temos que rever o que consideramos progresso’.
Enquanto a evolução da crise mundial polariza o debate em torno de uma solução – entre os que defendem que os governos aumentem seus gastos para estimular o crescimento e os que sustentam que somente a adoção de planos de [...]
A reivenção do capital/dinheiro.
Atualmente, grande parte da economia é regida pelo capital financeiro, quer dizer, por aqueles papéis e derivativos que circulam no mercado de capitais e que são negociados nas bolsas do mundo inteiro.
Brasil: a curiosa conversa da oligarquia financeira.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, saiu de férias (3/1), por quinze dias, segundo informou a repórter Luciana Otoni, no Valor. A motivação do jornal, cujo público inclui executivos financeiros, não é, claro, o merecido descanso do ministro.
Patrick Viveret: para salvar a Europa e o planeta.
Segundo filósofo francês, novas formas de democracia, moeda e crédito, já testadas localmente, podem ser resposta global ao vendaval financeiro. A paralisia dos governantes europeus e seu apego a dogmas sabidamente falsos (ler Paul Krugman, em Outras Palavras) são cada vez mais chocantes. Porém, o filósofo francês Patrick Viveret pode ter encontrado a pista para explicá-la.
Um supermercado não consumista é possível?
Roupa simples, cabelo curto e óculos de haste grossa. A britânica Kate Bull sabe que não preenche o estereótipo de uma CEO –nomeclatura moderna para o presidente de uma empresa. “Não preciso de terninho”, diverte-se a executiva, enquanto reabastece seu carro elétrico nos fundos do estabelecimento.
‘Esse negócio vai acabar muito mal. Só não sabemos quando e onde’.
O semblante tranquilo engana. Luís Stuhlberger, considerado um dos melhores gestores de recursos do Brasil, está preocupado com o desfecho da crise global. “Esse negócio vai acabar muito mal. Nós só não sabemos onde nem como. Porque não há precedentes, não há previsibilidade”, afirma, em entrevista exclusiva ao Estado.
A miséria do ‘novo desenvolvimentismo’, artigo de José Luís Fiori.
“O capitalismo só triunfa quando se identifica com o estado, quando é o estado”,Fernand Braudel, “O Tempo do Mundo”, Editora Martins Fontes, SP, p: 34.
O “debate desenvolvimentista” latino-americano não teria nenhuma especificidade se tivesse se reduzido à uma discussão macro-econômica entre “ortodoxos”, neo-clássicos ou liberais, e “heterodoxos”, keynesianos ou estruturalistas.
”Mais uma vez governos salvam bancos à custa do povo”.
Os jornais noticiam mais uma operação conjunta de bancos centrais de vários países (EUA, Canadá, Inglaterra, Japão, Suíça e Banco Central Europeu) para salvar os bancos privados, por meio de mais empréstimos com taxas de juros mais baixas.