Testosterona e químicos que lhe prejudicam

Testosterona e químicos que lhe prejudicam. Nove substâncias que lhe matam, roubando a nossa masculinidade.

 

http://www.truthaboutabs.com/chemicals-harming-testosterone.html

 

Note:  Estes químicos são lesivos também às mulheres, apesar deste artigo focar sobre os danos quanto a testosterona nos homens (nt.: é claro que as mulheres também tendo este hormônio, estas contaminações desequilibram da mesma forma o balanceamento hormonal feminino). 

by Mike Geary, Certified Nutrition Specialist
& Dr. Richard Cohen, MD

Pesquisas recentes indicam que a média no nível de testosterona masculina nos dias de hoje está 25% menor do que era em 1992 (comparando homens da mesma idade).  Enquanto isso, a média do nível do estrogênio aumentou num alarmante 40% durante o mesmo período de tempo. As pesquisas também mostram que o número de espermatozoide dos homens caíram 40% neste mesmo espaço de tempo.

O que significa isso é que a homem médio, neste atual mundo estressado e contaminado por químicos sintéticos, é menos um homem completo do que seu contraparte da mesma idade (e está “feminizado” face a maior presença dos níveis de estrogênio em seus organismos) e somente em poucas décadas.

Por Que Esta Chocante “Feminização” dos Homens Acontece com Baixa na Testosterona e Alta no Estrogênio?

Bem, xenoestrogênios (significando estrogênios não gerados pelo corpo humano) são substâncias químicas sintéticas que mimetizam efeitos dos estrogênios naturais no organismo.  Se há interesse em se saber porque a média dos níveis de testosterona caíram 25%, e o estrogênio em homens subiu 40% e a contagem dos espermatozoides baixou em 40% daquilo que eram há 20 anos atrás, não se necessita olhar mais longe do que as substâncias conhecidas como xenoestrogênios. A propósito, os fitoestrogênios (nt.: é o caso da soja com os fitoestrogênios chamados de isoflavonas. E está presente em todos os produtos com ela ou seus derivados, como a lecitina nos chocolates) em nossa dieta contribuem para esta realidade também, mas não tanto quanto os xenoestrogênios.

Estas substâncias químicas são detectadas praticamente em todos os lugares no mundo moderno, dissimulado em produtos de cuidado pessoal, embalagens de alimentos, na água tratada, na poluição do ar, em tubulação hospitalar e médica, brinquedos infantis, agrotóxicos e muitos outros produtos.

Tanto o ambiente como o suprimento alimentar estão abarrotados de substâncias químicas escondidas. Herbicidas e outros agrotóxicos, por exemplo, que são aspergidos regularmente nas culturas, pomares, gramados e jardins. As indústrias despejam seus rejeitos nos mananciais hídricos e poluem a água de beber. Toneladas de fármacos e os estrogênios sintéticos secretados pelas mulheres na menopausa poluem os lençóis hídricos e os rios, finalizando nos suprimentos de água tratada e canalizada.

E não para por aí…

O ar que respiramos está carregado de químicos que mimetizam os estrogênios na forma de fumaças, fuligem e vapores de exaustão e canos de descarga. A carne de gado e de frangos, de criatórios comerciais, que comemos todos os dias, estão incrementadas com montanhas de hormônios e aditivos que são ricos em estrogênio.

Os estrogênios externos (nt.: disruptores endócrinos) detectados em plásticos e agrotóxicos geram disfunções nos ciclos naturais dos hormônios tanto na vida humana como animal. O uso generalizado de alimentos geneticamente modificados exacerbou este problema dos xenoestrogênios. O glifosato, mundialmente usado, (o princípio ativo do herbicida com a marca comercial Roundup®, da Monsanto™), deixa muitas vezes resíduos sobre a cultura geneticamente modificada que o usou. E o gene artificial que foi insertado na semente modificada geneticamente, é absorvido e se abriga no nosso trato gastro-intestinal, caso consumamos este alimento.

Durante o curso cotidiano de uma vida, somos expostos a grande variedade de químicos ambientais. Assim é importante estarmos consciente sobre aqueles que são mais comuns e mais tóxicos, e descritos abaixo:

 

Organismos Geneticamente Modificados (GMOsgenetically modified organisms)

Os alimentos GMOs são aqueles que, termos bem simples, tiveram um gene estranho, como um inseticida, implantado em seu DNA, que em muitos casos se destina a permitir que estes cultivos sejam resistentes a morrer com a aplicação de um agrotóxico, permitindo assim que os agricultores usam MAIS venenos sem eliminar o cultivo.

A lista de alimentos geneticamente modificados está crescendo, mas preliminarmente estão o milho, soja, canola, algodão para óleo e beterraba como os maiores vilões dos quais precisamos ter cuidado.

O problema mais comum associado com o consumo dos alimentos OGMs é o aumento da incidência de desordens tanto do sistema gastrointestinal como do imunológico.  O consumo regular de alimentos OGMs têm também demonstrado ser tóxico às células testiculares e geram disfunções na síntese de testosterona. Recentes pesquisas de laboratório têm comprovado que ratos machos alimentados com uma dieta geneticamente modificada perderam suas habilidades de reprodução dentro de três gerações.

 

Ftalatos 

Ftalatos são de um grupo de químicos industriais usados para fazer produtos plásticos, como o polivinil cloreto ou PVC, tornando-os mais flexíveis e resilientes. São detectados em todos os tipos de pisos vinílicos/PVC, detergentes, plásticos automotivos, sabões, xampus, desodorantes, perfumes, spray de cabelo, esmalte de unhas, sacos plásticos, embalagens de alimentos processados, mangueira de jardim, brinquedos infantis infláveis, bolsas de estoque de sangue e tubulação médica intravenosa.

Ftalatos são também um dos disruptores endócrinos mais invasivos. Pequisas têm demonstrado que exposição aos ftalatos podem levar a uma descida incompleta dos testículos, redução da contagem de espermatozoides, atrofia testicular e/ou anormalidade estrutural e inflamação de recém nascidos.

 

 

Bisfenol-A (BPA) 

O BPA é um componente comum em muitos produtos plásticos incluindo naquelas garrafas reutilizáveis de água e nas resinas que revestem internamente as latas de alimentos e selantes para obturações odontológicas. O BPA é primariamente usado para evitar que os alimentos conservados ou enlatados desenvolvam sabor metálico ou plástico (nt.: segundo consta também é usado para eliminar a possibilidade do desenvolvimento de botulismo). Faz parte das resinas (nt.: é parte da reação química que gera tanto o policarbonato como o epóxi) que adicionadas como revestimento interno da maioria dos alimentos enlatados, pode ser detectado por isso na maioria deste tipo de alimentos. Da mesma forma pode ser encontrado em muitas mamadeiras e em embalagens de estocagem de alimentos, feitos com este tipo de resina plástica. Esta é a razão da presença de BPA em quase todos os alimentos enlatados.

Esta toxina é tão invasiva que pode ser detectada neste momento no sangue do cordão umbilical de 90% de todos os recém nascidos. Uma vez no organismo, o BPA mimetiza estrogênio criando condições para a geração de uma grande variedade de problemas relacionados à saúde que incluem—mas são limitados a—puberdade precoce, infertilidade, câncer, diabetes e doenças cardíacas.

 

Parabenos 

Parabenos são uma classe de químicos comumente usados como conservante em cosméticos pelas indústrias. Como o BPA, os parabenos têm propriedades tipo estrogênicas que geram problemas hormonais e similares de saúde.

 

Metal-estrogênios 

Metal-estrogênios são  uma ampla gama de metais que também são agregados à carga estrogênica que hoje se abate sobre o corpo humano. Estes metais são adicionado a milhares de produtos de consumo incluindo vacinas. Pesquisa indica que eles são capazes de se conectar aos receptores celulares estrogênicos, mimetizando os efeitos dos estrogênios naturais e fisiológicos.

 

Ácido perfluoroctanoide (Perfluorooctanoic acid/PFOA

O PFOA é um químico que torna as coisas resistentes tanto à gordura como à água. É empregado para deixar os produtos livres da gordura que pode vazar das embalagens de ‘fast food‘ e de sacos de pipoca de microondas, da mesma forma é o revestimento de panelas tipo ‘Teflon‘, bem como em tecidos e couros que ficam resistentes à água como o ‘Gore-Tex®‘. O PFOA é um composto altamente estrogênico que pode gerar disfunções hormonais. Ele também pode ser conectado à doença da tiroide, câncer, problemas do sistema imunológico e aumentar os níveis do colesterol LDL. Para tornar as coisas piores, os PFOAs permanecem presentes nos corpos por muitos anos, por serem bioacumulativos.

Se estivermos utilizando panelas e utensílios que sejam anti-aderentes, no nosso dia a dia, estaremos, de forma não intencional, expondo tanto a nós mesmos como nossos familiares à contaminação aos PFOAs.  Em menos do que cinco minutos, a altas temperaturas, o revestimento de quaisquer dos utensílios de cozinha com anti-aderente se desdobrará em um agente químico de guerra conhecido como PFIB (nt.: sigla em inglês de perfluoroisobtlyene – efeitos=ver – https://toxnet.nlm.nih.gov/cgi-bin/sis/search/a?dbs+hsdb:@term+@DOCNO+7708), substância química análoga ao gás de guerra das I e II Guerras Mundiais, o fosgênio (nt.: substância que, ao reagir com o BPA, gera a resina plástica policarbonato!).

 

Nonilfenol etoxilados (NPEs-sigla em inglês de nonylphenol ethoxylates

O NPEs são conhecidos como potentes disruptores endócrinos. Estes químicos afetam a expressão gênica ao ativar ou desativar determinados genes. Eles interferem na maneira como o nosso sistema glandular funciona e mimetiza as atividades do estrogênio. Os NPEs vem sendo conectados como a razão básica porque alguns machos de espécies marinhas vem se tornando fêmeas.

 

 

Flúor 

O flúor é um lixo industrial, mesmo assim é rotineira e propositadamente adicionado ao tratamento das águas das hidráulicas para supostamente tornar nossos dentes mais fortes e menos propensos a cáries. Enquanto o emprego tópico de flúor poderá proteger os dentes a estes riscos, ingerir flúor é similar a bocejar o protetor solar para proteger nosso corpo de queimaduras solares.

A exposição ao flúor pode levar a muitos problemas relacionados à saúde corporal onde se incluem dores ósseas e das juntas, desordens do sistema imunológico, baixas taxas de fertilidade, desequilíbrios hormonais e baixa contagem de espermatozoides.

Com tudo isso que se diz sobre o flúor, é importante sabermos se estamos tomando água com um filtro que o remova, caso utilizemos o fornecimento municipal, diferente da água que vem fontes naturais.

 

Hormônio bovino de crescimento (rBGH ou rBST – hormônio transgênico)  

Os hormônios de crescimento bovinos são geneticamente manipulados e rotineiramente fornecido nas criações industriais de gado, porcos, galinhas e outros animais domésticos confinados para aumentar tanto seu crescimento como seu peso. A concentração destes hormônios de crescimento bovino é imenso em produtos lácteos não orgânicos e pasteurizados. Uma conexão de causa e efeito entre o consumo destes produtos e o aparecimento tanto de adolescência precoce como do câncer de próstata, tem sido cientificamente estabelecida.

 

MSG  (nt.: glutamato monossódico)

O glutamato monossódico (nt.: sigla em inglês MSG) é uma substância que tem excitotoxicidade (nt.: capacidade de desencadear o processo patológico de danificar ou eliminar as células nervosas) e um aditivo alimentar comumente adicionado como um realçador de sabor. Muitas vezes ele é omitido da lista dos ingredientes de um alimento industrializado porque pode ser, na maioria das vezes, disfarçado como “sabor natural” ou como um “tempero”, e mesmo como extrato de fermento hidrolisado ou numerosos outros nomes enganosos. O consumo de MSG está sendo relacionado a taxas de redução da fertilidade, desordens cerebrais e baixos níveis de testosterona.

 

O que fazer então…

 

Como se pode agora descobrir, nossa masculinidade e virilidade estão sendo atacadas cotidianamente e por anos a fio, levando a sono precário, disfunção eréctil, aumento da gordura abdominal de nas mamas, queda na libido e até fazendo com que não nos sentamos como um “homem” completo…

Muitos homens nesta posição procuram uma receita médica que poderá gerar, na verdade, um problema PIOR, podendo prejudicar, na busca do melhor, os próprios níveis baixos de testosterona.

É desnecessário dizer que, se quisermos proteger tanto nossa masculinidade como nossos níveis adequados de testosterona, precisaremos fazer qualquer coisa que seja possível para minimizarmos nossa exposição a estas 9 substâncias químicas que citamos acima.

 

Tradução livre de Luiz Jacques Saldanha, março de 2017.

2 comments on “Testosterona e químicos que lhe prejudicam

  1. Muito instrutiva a reportagem, expondo com clareza todas as substancias improprias para nosso organismo, principalmente para o envelhecimento precoce do sistema sexual masculino.
    Agora que sabemos os causadores, precisamos definir métodos que criem condições para defendermos deles.
    Uma luta quase impossível de se vencer, pois pelo visto na reportagem, todas estas substancias estão presente em 99,99% dos suprimentos ás necessidades humanas.
    Minha pergunta! Que faremos?

    1. Bom dia. Temos que reconhecer que elas também foram chegando lentamente em nosso dia a dia. Penso que podemos ser mais radicais. Eliminá-las todas de nossa vida, quando for possível. As que ainda não der, vamos ter a paciência de ir conquistando a sua extinção, da mesma forma como chegaram. O importante é saber e agir. Dentro da realidade e possibilidade de cada um. Grato pela mensagem, felicidades, Luiz.

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